Entidades que representam mais de 100 mil postos de trabalho em Petrópolis levam nesta terça-feira (10) ao Ministério Público Federal (MPF) um documento com reivindicações relacionadas à concessão da BR-040/495, no trecho entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora.  A iniciativa do Movimento Petrópolis 2030 busca incluir no debate obras consideradas estratégicas para a mobilidade, a segurança viária e o desenvolvimento econômico da cidade. A prioridade máxima, de acordo com as entidades, é a antecipação da conclusão das obras da nova pista de subida da serra.


A entrega do documento ocorre durante audiência pública marcada para as 13h30, Universidade Católica de Petrópolis, que reúne representantes da sociedade civil organizada e do setor produtivo da cidade para discutir questões relacionadas à mobilidade, à segurança viária e aos impactos econômicos da rodovia, especialmente no trecho da serra de Petrópolis.


De acordo com Cláudio Mohammad, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis (CDL) e liderança que coordena o colegiado empresarial, a iniciativa busca assegurar que o debate sobre a concessão considere as necessidades locais.


“Petrópolis convive há anos com gargalos graves na BR-040, que afetam o abastecimento, o turismo, o deslocamento de trabalhadores e, sobretudo, colocam vidas em risco. Esse documento é uma contribuição técnica e responsável para que a concessão avance com soluções concretas e prazos mais adequados”, afirma.


Entre as prioridades apontadas pelo Movimento Petrópolis 2030 estão a antecipação da conclusão das obras da nova subida da serra; o cumprimento do compromisso de antecipação para março da construção da nova Ponte do Arranha-Céu, no km 58, em Itaipava; a recuperação estrutural da pista da serra; melhorias na drenagem da rodovia para evitar alagamentos recorrentes e ligação Bingen-Quitandinha, além de ações de contenção de encostas e de controle de ocupações irregulares na faixa de domínio.


O documento também defende a antecipação de obras previstas contratualmente, como a duplicação e a implantação de um novo viaduto diamante no km 59,5, em Itaipava — importante conexão com a Estrada União e Indústria e com a BR-495 — além da busca por alternativas que permitam reduzir o valor do pedágio, sem comprometer a segurança jurídica do contrato.


Para Cláudio Mohammad, a audiência pública representa um momento importante para o futuro da cidade. “A BR-040 é estratégica para Petrópolis e para toda a Região Serrana. O que está em debate não é apenas uma concessão, mas o impacto direto na economia, na competitividade do comércio, no turismo e na qualidade de vida da população. É fundamental que as demandas locais sejam ouvidas e incorporadas”, destaca.


Movimento reúne 32 entidades e tem 19 pautas prioritárias

As entidades que integram o movimento representam um conjunto amplo da economia local. Participam instituições da Indústria (Firjan), Comércio (Sicomércio, Arte, CDL e Feirinha de Itaipava), Construção Civil (Sindicato da Construção Civil), Confecção (Sindicato da Indústria de Confecção), Tecnologia (Serratec), Hotelaria e Turismo (Petrópolis Convention & Visitors Bureau, Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, ABIH-RJ e Associação de Guias de Turismo), Eventos (AssociEventos) e Microcervejarias (AMP).


Também integram o grupo o MercoSerra, Associação Comercial e Empresarial de Petrópolis (ACEP), Conselho Comunitário de Segurança, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ), Associação Fluminense de Preservação Ferroviária (AFPF), Comac, OAB, NovAmosanta, Museu Imperial, Instituto Philippe Guédon, Sebrae-RJ, Rotary, Sindicato da Indústria de Alimentação, Sindicato da Panificação, Sindicato dos Profissionais da Contabilidade, Sindicato dos Produtores Rurais, Sindicato dos Condomínios e o Unita — Unidos por Itaipava.


Juntas, as instituições empresariais que compõem o movimento representam mais de 100 mil postos de trabalho na cidade. Com metas estabelecidas até 2030, o movimento trabalha com 19 propostas estruturadas que incluem a melhoria da infraestrutura logística, a conclusão da nova subida da Serra pela BR-040 — considerada essencial para o escoamento de produtos e para o turismo —, além do fortalecimento do comércio local, estímulo à inovação tecnológica, atração de investimentos, geração de emprego e renda e modernização dos serviços públicos.

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