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| Obra da artista Rosa Paranhos / Divulgação |
Arte e reflexão
A galeria OLUGAR arte contemporânea inaugura, no próximo dia 28 de março, a coletiva “28 do 10”, uma exposição que convida o público à reflexão sobre violência, desigualdade e memória histórica no Brasil. A abertura acontece das 14h às 19h, no 3º andar da Fábrica Bhering.
A mostra parte de uma abordagem crítica sobre a criminalização da pobreza no país, trazendo como ponto de partida o conceito de “vadiagem”, que por décadas foi tratado como contravenção penal no Brasil. Prevista no Decreto-Lei nº 3.688/1941, a tipificação só foi revogada em 2022, após anos de questionamentos sobre seu caráter subjetivo e potencial uso discriminatório.
Arte como questionamento social
A exposição também dialoga com episódios recentes de violência urbana no Rio de Janeiro, incluindo operações policiais em comunidades da Zona Norte, como os complexos do Alemão e da Penha. Esses eventos são apresentados como parte de um contexto mais amplo de debates sobre segurança pública, desigualdade e direitos humanos.
Segundo a proposta curatorial, a coletiva não busca respostas prontas, mas provocar o visitante a refletir sobre temas como invisibilidade social, racismo estrutural e o impacto da violência na vida cotidiana de comunidades periféricas.
Intervenções e linguagem urbana
A ambientação da galeria conta com intervenções artísticas que reforçam o caráter crítico da exposição. Entre os destaques estão o grafite do artista Scrau e o desenho no chão assinado por Lamartine X.
A arte do convite é de Elmo Martins, enquanto a concepção do projeto leva a assinatura de Paulo Jorge Gonçalves.
Participantes
A coletiva reúne um amplo conjunto de artistas contemporâneos, entre eles Alan Ramos, Alexandre Lambert, Alexandre Paes, André Bauduin, Anita Fiszon, Beth Palatnik, Bianca Branco, Bruca Manigua, Cris Cabus, Diogo Santos, Eduardo Mariz, Eleonora Dobbin, Elmo Martins, Giba Gomes, Gloria Seddon, Helena Trindade, Hugo Bernabé, João Maturo, José Arcângelo, Lamartine X, Leonardo Barros, Li Araujo, Lucio Volpini, Luiz Rocha, Mai, Marcelo Valle, Marcio Goldzweig, Marcio Marianno, Maria Camocardi, Marx Cezar, Miriam Ramalho, Paulo Jorge Gonçalves, Pedro Carneiro, Preta Evelin, Pri Artte, Rawls, Scrau, Tato Teixeira, Thiago Prado e Ynanna. Petrópolis também está representada na mostra pelos artistas Rosa Paranhos e Jarbas Paullos.


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