Cartão-postal de Petrópolis e uma das imagens mais emblemáticas do turismo fluminense, o Palácio Quitandinha — hoje Centro Cultural Sesc — voltou ao centro do debate sobre turismo e mobilidade urbana na cidade. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Petrópolis) formalizou pedido à CPTrans para a transferência do ponto de descarga de caminhões cegonha que hoje operam nos acessos ao complexo.  A proposta da entidade é que a operação passe a ser realizada na Rua Getúlio Vargas, nos fundos do Quitandinha, preservando a área frontal — principal espaço de circulação de turistas, moradores e visitantes.


O tema foi encaminhado por meio de ofício ao presidente da CPTrans, Luciano Moreira, com cópia para a Secretaria de Turismo, o Centro Cultural Sesc Quitandinha e o Petrópolis Convention & Visitors Bureau. A iniciativa conta com o apoio de entidades ligadas ao turismo e ao setor produtivo.


Para o presidente da CDL Petrópolis, Cláudio Mohammad, a medida é estratégica para compatibilizar a dinâmica econômica com a vocação turística do espaço. “O Palácio Quitandinha é um dos principais cartões-postais da cidade, um patrimônio histórico e cultural que projeta Petrópolis nacionalmente. Precisamos garantir que o acesso a esse espaço esteja à altura da sua relevância”, afirma.


Atualmente, a presença de caminhões cegonha na área frontal do complexo tem gerado impactos na circulação, com interferência no fluxo de veículos e pedestres, além de situações de risco em momentos de maior movimento. A CDL também chama atenção para os efeitos sobre a experiência de quem visita o local.


“A gente não está falando apenas de trânsito. Estamos falando de um dos cenários mais emblemáticos da cidade. A presença constante de caminhões compromete a leitura da paisagem, interfere na apreciação da arquitetura do Quitandinha e impacta diretamente a experiência do turista”, afirma Mohammad.  “A proposta não é inviabilizar a operação comercial, mas organizá-la de forma mais adequada. Existe uma alternativa viária possível, que é a utilização dos fundos do complexo, sem comprometer a experiência de quem visita ou transita pela região”, completa.


A CDL argumenta que a mudança contribuirá diretamente para reduzir congestionamentos pontuais, melhorar a fluidez do trânsito e ampliar a segurança viária em um dos pontos mais sensíveis da cidade. Outro ponto enfatizado pela entidade é a necessidade de coordenação entre os diferentes atores envolvidos. A expectativa é que a CPTrans lidere o processo, articulando a mudança junto às concessionárias de veículos instaladas no entorno do Quitandinha.


“É uma ação que depende de organização e diálogo. A CPTrans tem expertise para conduzir essa transição de forma técnica, envolvendo todos os agentes necessários para que a operação funcione sem prejuízo às atividades comerciais”, afirma o presidente da CDL Petrópolis.


A entidade também reforça que a proposta está alinhada a um esforço mais amplo de valorização dos espaços turísticos de Petrópolis, especialmente aqueles com forte apelo histórico e arquitetônico. “A cidade vive do turismo, e o Quitandinha é um símbolo disso. Cuidar do entorno, da mobilidade e da experiência de quem chega é uma responsabilidade coletiva”, aponta Cláudio Mohammad.

 

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