Após acender o alerta sobre os impactos das obras da nova ponte do Arranha-Céu, a Unidos por Itaipava (Unita) vê parte de suas cobranças atendidas com a definição do cronograma e a abertura de diálogo por parte da concessionária Elovias. Em reunião virtual realizada na sexta-feira (24), a empresa confirmou que a interdição total da estrutura terá início no dia 11 de maio, com prazo estimado de seis meses para conclusão.


A intervenção, que inicialmente estava prevista apenas para 2030, foi antecipada em função de riscos estruturais identificados na ponte atual — uma das principais ligações entre a BR-040 e a Estrada União e Indústria, eixo central da mobilidade no distrito. Essa antecipação também era reivindicada pela Unita e entidades empresariais e representativas da sociedade e mostra que a concessionária está sensível às necessidades da comunidade local.


O encontro reuniu representantes de entidades da sociedade civil, como a própria Unita, a NovAmosanta e o Petrópolis Convention & Visitors Bureau, Conselho Municipal de Turismo, além de integrantes da concessionária, da Prefeitura e da CPTrans. Na avaliação da entidade, o movimento marca uma mudança importante na condução do processo.


“Desde o início, a nossa cobrança foi por clareza e previsibilidade. A interdição é um impacto relevante, mas o fato de termos agora um cronograma definido e informações sendo compartilhadas com antecedência já permite outro nível de organização”, afirma o presidente da Unita, Alexandre Plantz.


Durante a reunião, a Elovias informou que irá disponibilizar material informativo digital com orientações sobre rotas alternativas e mudanças no tráfego. A medida busca orientar motoristas que utilizam diariamente o acesso, reduzindo o risco de congestionamentos e deslocamentos desnecessários. Também é focado no fluxo de turistas, intenso na área em feriados, finais de semana e na alta temporada de inverno.


“A comunicação antecipada faz diferença num cenário como esse. Quando as informações chegam antes, moradores e empresários conseguem se planejar melhor, e o impacto tende a ser menor”, observa o secretário da entidade, Fabrício Santos.


Entre as alternativas em estudo, está a utilização do acesso ao Catobira em mão única, com saída para a Estrada União e Indústria, além do reforço do trevo de Bonsucesso como principal ponto de conexão com a BR-040 durante o período de interdição.


Representantes da Prefeitura e da CPTrans também informaram que um conjunto de medidas operacionais está em fase final de elaboração e deve ser divulgado nos próximos dias, incluindo ajustes no fluxo viário e reforço na sinalização. Uma das preocupações é quanto a três linhas de ônibus urbanos que deixarão de trafegar pela ponte.


A Unita comemora os avanços, mas ressalta que o momento exige acompanhamento contínuo e capacidade de adaptação ao longo das obras. A entidade reforça que seguirá atuando junto aos envolvidos para garantir que as soluções adotadas sejam eficazes na prática.


“A obra é necessária e foi uma demanda antiga, mas o desafio agora é atravessar esse período com o menor impacto possível. Isso depende de monitoramento constante e disposição para ajustes rápidos sempre que necessário”, conclui Plantz.

 

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