Dormir bem tem se tornado um desafio cada vez mais comum. Em meio a rotinas aceleradas, excesso de estímulos e uso frequente de telas, a qualidade do sono da população tem sido diretamente impactada, trazendo reflexos que vão além do cansaço e atingem a saúde física e mental.


A dificuldade para manter um sono regular e reparador tem levado especialistas a reforçar a importância de mudanças simples no dia a dia. Em iniciativas recentes promovidas pela UNIFASE, em parceria com a Academia Brasileira do Sono, o tema foi colocado em pauta com foco na conscientização da população.


“Este ano, realizamos o evento no Ambulatório Escola da UNIFASE com o objetivo de alcançar a população em geral. Foi uma oportunidade muito importante para dialogar não apenas com estudantes e profissionais da saúde, mas também com funcionários que não atuam na área, ampliando o acesso à informação sobre a importância do sono. Durante o encontro, buscamos esclarecer como é possível melhorar a qualidade do sono no dia a dia e também abordar problemas de saúde associados ao sono inadequado. Discutimos temas como higiene do sono, o tempo médio ideal de descanso para cada faixa etária, além de outros conteúdos presentes na Cartilha do Sono, que foi disponibilizada ao público em versão impressa”, explicou a dentista do sono e professora da UNIFASE, Katya Blanc.


Entre os principais fatores que prejudicam o descanso estão o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos antes de dormir, o consumo de substâncias estimulantes no período noturno e a falta de horários regulares. Esses hábitos interferem diretamente na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono, dificultando o adormecer e comprometendo o descanso.


As consequências de noites mal dormidas podem ser percebidas rapidamente, com sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração e queda no rendimento nas atividades diárias. A longo prazo, no entanto, os impactos podem ser ainda mais significativos, estando associados a problemas como ansiedade, depressão e outras condições de saúde.


A longo prazo, no entanto, os impactos podem ser ainda mais significativos, estando associados a condições como ansiedade, depressão, doenças sistêmicas — especialmente as cardiopatias —, além de outras condições de saúde. Dados epidemiológicos reforçam essa relevância: um estudo recente com a população de São Paulo demonstrou que aproximadamente 37% dos adultos apresentam apneia do sono (EPISONO).


Ações educativas têm desempenhado um papel importante nesse processo. Ao aproximar o conhecimento científico da população, iniciativas como as realizadas pela UNIFASE ajudam a ampliar a conscientização e incentivar práticas mais saudáveis no cotidiano.


“A cada ano trabalhamos com um tema diferente. Em 2026, o foco foi “Durma bem, viva melhor”, mas o nosso objetivo permanece o mesmo: incentivar a população a valorizar o sono como um pilar fundamental da saúde. Espero que tenhamos conseguido cumprir nosso objetivo de conscientizar a todos sobre a importância de dormir melhor para viver melhor”, completou a professora.



Cinco hábitos para uma boa noite de sono

Especialistas apontam que pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença significativa na qualidade do sono. Essas práticas, conhecidas como higiene do sono, ajudam a regular o ciclo natural do organismo e contribuem para um descanso mais profundo e reparador, refletindo diretamente na saúde e no bem-estar ao longo do dia.

São elas:

1 – Ir para a cama com sono;

2 – Manter uma rotina regular no horário de deitar e levantar;

3 – Expor-se ao sol pela manhã;

4 – Não usar telas/eletrônicos de 1 a 2 horas antes de dormir;

5 – Evitar alimentação pesada próximo do horário de dormir.

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