Fotos: Rogerio Tosta/Ascom Diocese de Petrópolis


A Diocese de Petrópolis dará início, nesta sexta-feira, dia 10 de abril, ao processo diocesano de beatificação e canonização do Padre João Francisco de Siqueira Andrade (1837-1881), presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo. A abertura oficial ocorrerá durante a Santa Missa na Catedral São Pedro de Alcântara, às 19h30, presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado.


Segundo a Ir. Maria Aparecida Santana de Souza, CFA, Vice-Postuladora da causa, este é um marco para a Igreja particular de Petrópolis: “Na experiência jubilar dos seus 80 anos de existência, a Diocese de Petrópolis tem a graça de introduzir o primeiro Inquérito Diocesano de Beatificação e Canonização. Trata-se da causa do Servo de Deus Padre João Francisco de Siqueira Andrade, presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo.”


A Vice-Postuladora destaca que a causa do Padre João Francisco é histórica e de virtudes heroicas: “Este processo é histórico, pois o candidato fez sua páscoa definitiva há mais de 30 anos – tempo mínimo para se considerar uma causa histórica. E é de virtudes heroicas, já que o Servo de Deus Padre Siqueira não sofreu o martírio, mas viveu de maneira exemplar as virtudes cristãs.”


O caminho rumo à beatificação e canonização comporta duas grandes fases: diocesana e romana. “Atualmente, estamos na fase diocesana, dedicada à investigação das virtudes heroicas e da fama de santidade, por meio da recolha documental e de depoimentos de testemunhas. É um trabalho rigoroso, em vista da verdade e do bem da Igreja”, acrescenta.



Um apóstolo da caridade e defensor da mulher

A vida do Padre João Francisco de Siqueira Andrade foi fortemente marcada pelo amor a Deus e ao próximo, em meio ao contexto da segunda metade do século XIX, período de forte vulnerabilidade social com o fim do sistema escravocrata do Brasil Império e as consequências da Guerra do Paraguai.


“Trata-se de uma vida inteiramente doada em favor das órfãs e desvalidas, com um testemunho muito concreto em terras petropolitanas. Conhecido como Apóstolo da Caridade, ele é hoje reconhecido também como um verdadeiro defensor da mulher, pela atenção especial às órfãs e às mulheres em situação de desamparo”, afirma a Vice-Postuladora.


Mesmo 145 anos após sua morte, o legado do Servo de Deus continua presente na Diocese de Petrópolis, especialmente por meio da atuação da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo.


*Conteúdo produzido por Rogério Tosta, assessor de imprensa da Mitra Diocesana


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