Jeanne de Castro / Divulgação


A cidade de Petrópolis será palco de um importante encontro entre música, história e memória cultural. No próximo dia 11 de abril, o Centro Cultural Sesc Quitandinha recebe a palestra “Tia Amélia – O piano e a vida da compositora”, conduzida pela pesquisadora e escritora Jeanne de Castro.


O evento integra um circuito promovido pelo Sesc RJ, que percorre diferentes cidades do estado com o objetivo de resgatar a trajetória de Amélia Brandão, figura central na história do choro e da música instrumental brasileira.


A apresentação em Petrópolis acontece às 18h e promete aproximar o público da história de uma artista que, apesar de seu reconhecimento em vida, acabou sendo gradualmente esquecida pelos registros oficiais. Admirada por nomes como Ernesto Nazareth e Pixinguinha, Tia Amélia desafiou padrões sociais de sua época e construiu uma carreira marcada por talento e resistência.



Tia Amélia pioneira do piano brasileiro / Reprodução Web



Resgate histórico e protagonismo feminino

Durante a palestra, Jeanne de Castro compartilha os bastidores de sua pesquisa biográfica, reunida no livro “Tia Amélia – o piano e a vida incrível da compositora”, lançado em 2024. A obra — com contracapa assinada por Ruy Castro — propõe uma revalorização da artista, destacando sua contribuição para o rádio, a televisão e a consolidação do choro no Brasil.


Mais do que um encontro literário, o evento cumpre um papel social relevante: devolver à compositora o reconhecimento histórico que lhe foi negado ao longo das décadas. Em uma época em que mulheres enfrentavam severas limitações profissionais, Tia Amélia rompeu barreiras e deixou um legado que segue influenciando gerações.



Cultura acessível e diálogo com o público

Aberta ao público, a palestra reforça a proposta do Sesc de democratizar o acesso à cultura e estimular o diálogo entre diferentes linguagens artísticas. Em Petrópolis, a expectativa é atrair não apenas amantes da música, mas também interessados em história e literatura brasileira.


A passagem do circuito pela cidade reforça o papel de Petrópolis como polo cultural do estado, especialmente em espaços como o Quitandinha, que segue recebendo eventos de relevância nacional.

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