A Casa de Petrópolis foi cenário de novelas da Globo / Foto: Dudu Bellotti



O casarão que entrou em cena

 

Localizada em Petrópolis, a Casa de Petrópolis Instituto de Cultura — também conhecida como Casa dos Sete Erros — é uma das mansões mais emblemáticas da cidade. Construída entre 1879 e 1884 pela família Tavares Guerra, o imóvel atravessou gerações preservando sua arquitetura original e, ao longo do tempo, transformou-se em um espaço onde memória e imaginação caminham lado a lado.

 

A trajetória da Casa de Petrópolis revela um detalhe curioso: o casarão não apenas abrigou histórias — ele também passou a representá-las. Entre memória e ficção, ganhou novos papéis e ajudou a construir narrativas que atravessam gerações, inclusive na televisão brasileira.


Gloria Pires e Lauro Corona em 'Direito de amar' — Foto: Foto Adir Mera / Agência O Globo

 

 

1. O drama clássico de época em Direito de Amar

Em Direito de Amar (1987), novela exibida pela TV Globo e escrita por Walther Negrão, a narrativa mergulha em amores proibidos e conflitos familiares na virada do século. Com atuações de Lauro Corona e Glória Pires, a trama encontrou no casarão o cenário ideal para traduzir a elegância e as tensões da elite da época. O local serviu como a mansão do vilão, Sr. Francisco Montserrat, interpretado pelo ator Carlos Vereza. 

  

Sr. Francisco Montserrat (Carlos Vereza) / Foto: Nelson Di Rago (Globo)


2. O cotidiano afetivo em Era Uma Vez

Já em Era Uma Vez (1998), novela exibida pela TV Globo e também escrita por Walther Negrão, o tom é mais leve e contemporâneo. Protagonizada por Drica Moraes e Herson Capri, a trama explora relações familiares e afetivas em uma cidade do interior. A Casa de Petrópolis apareceu como residência de um dos personagens, contribuindo para uma atmosfera acolhedora e nostálgica.


 

 Drica Moraes e Herson Capri em 'Era uma vez' / Foto: Cedoc/ TV Globo


3. O simbolismo dramático em Esplendor

Em Esplendor (2000), também exibida pela TV Globo, o imóvel ganha ainda mais destaque. A novela, estrelada por Caio Blat e com participação de Malu Mader e Gracindo Júnior, apresenta uma narrativa marcada por conflitos pessoais e relações complexas. O casarão foi utilizado como residência do protagonista, integrando inclusive a identidade visual da trama e reforçando seu clima introspectivo.

 

Frederico Berger (Floriano Peixoto) em 'Esplendor' / Foto: Acervo O Globo

Ao longo dessas produções, a Casa de Petrópolis Instituto de Cultura deixou de ser apenas pano de fundo e passou a participar ativamente das histórias. A arquitetura, os jardins e a atmosfera do casarão contribuíram para dar densidade às cenas, ajudando a construir o clima e a identidade das novelas — imagens que seguem reconhecíveis na memória de quem acompanhou essas tramas.

 

(Fontes de pesquisa: Memória Globo, Casa de Petrópolis Instituto de Cultura e Wikipedia)






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