Breno Morais vem construindo uma carreira marcada pela pluralidade / Foto: Thayná Delgado



Entre o vinil, o choro e o live sax


Nem todo músico constrói uma carreira linear. Alguns, como o saxofonista petropolitano Breno Morais, parecem seguir o caminho inverso: o da expansão constante. Ao longo de mais de 30 anos de trajetória, ele foi ocupando diferentes territórios da música — do chorinhoao jazz, do samba às experimentações eletrônicas — sempre mantendo viva a ligação com Petrópolis, onde tudo começou.


Hoje, essa trajetória se desdobra em múltiplas frentes que se cruzam e se alimentam entre si. Entre palcos locais, projetos autorais e atuações no exterior, Breno transforma a própria carreira em um campo de experiências sonoras, onde tradição e inovação convivem sem hierarquia, guiadas pela mesma essência: a música como vivência.


  

Entre o vinil e o mundo

Há artistas que parecem não caber em uma única linguagem. O saxofonista petropolitano Breno Morais é um deles. Ao longo de mais de três décadas de trajetória, ele vem construindo uma carreira marcada pela pluralidade: do chorinho ao jazz, do samba às experimentações eletrônicas, sem abrir mão das raízes que o formaram em Petrópolis.


Hoje, essa caminhada ganha novos contornos, com projetos que se desdobram entre a cidade, o Brasil e o exterior — todos conectados pela mesma ideia: fazer da música uma experiência viva, afetiva e em constante transformação.


  

O músico em múltiplas frentes

A rotina atual de Breno é atravessada por diferentes palcos e formatos. Em uma mesma semana, ele pode estar em uma roda de samba e choro, assinando curadoria musical de eventos internacionais, conduzindo performances de live sax em casamentos e sunsets sofisticados ou mergulhado na escuta cuidadosa de discos de vinil em seu projeto autoral.


“É muito especial chegar nesse momento da carreira podendo dividir todas essas frentes. Tem o samba, o choro, o live sax, a curadoria musical, a Fonoteca… tudo conversa entre si”, resume o músico.


  

Formação e raízes petropolitanas

A base dessa diversidade musical foi construída cedo. Breno iniciou seus estudos ainda na infância na Escola de Música dos Canarinhos de Petrópolis, um ambiente que o colocou em contato com a disciplina musical e a escuta coletiva.


Ao longo dos anos, transitou por diferentes linguagens — da música clássica ao jazz, das big bands ao improviso contemporâneo — sem se afastar de suas origens na serra fluminense, que seguem como referência afetiva e artística.


 

Live sax e novas sonoridades

Entre as frentes mais recentes, o live sax se destaca como uma das mais potentes. No formato, Breno mistura saxofone com música eletrônica, ambientações sofisticadas e improvisos ao vivo, criando uma atmosfera que dialoga com eventos contemporâneos e experiências sensoriais.


A proposta vem ganhando espaço em casamentos e eventos de alto padrão e passa a integrar também os sunsets da Casa Marambaia, em Petrópolis, com apresentações regulares ao pôr do sol.


 

Fonoteca: o tempo do vinil

Se o live sax aponta para o futuro, a Fonoteca resgata o tempo da escuta. O projeto, que chega à terceira edição no restaurante Girassol, em Secretário, nasce da coleção pessoal de discos de vinil do músico.


Mais do que um set musical, a proposta é um encontro afetivo com a memória. Em cada edição, Breno compartilha histórias, referências e trajetórias sonoras acumuladas em mais de 30 anos de estrada.


“No streaming, a música ficou muito descartável. O vinil exige presença. Tem ritual, tem escuta, tem troca”, explica.


O repertório atravessa o jazz, a MPB, o samba e o choro, incluindo referências ligadas à própria história cultural de Petrópolis, como o violonista Rafael Rabello. Em algumas edições, a experiência se amplia com convidados especiais, como o pianista Carlinhos Watkins.


 

Curadoria no exterior

Além dos projetos autorais, Breno também vem consolidando sua atuação internacional como curador musical. Pelo segundo ano consecutivo, assina a direção musical de eventos da XP no exterior, em parceria com Bruno de Vicq.


Após uma edição em Mendoza, na Argentina, o músico se prepara agora para uma temporada em Santiago, no Chile.


Mais do que se apresentar, ele estrutura a experiência sonora completa dos eventos — das trilhas de recepção às ambientações de palestras e festas de encerramento.


“É um trabalho muito detalhado. A música precisa conversar com cada momento do evento. A gente pensa na experiência inteira”, afirma.

 


Uma trajetória em movimento

Entre o sax nos sunsets, os vinis que giram em encontros intimistas e as curadorias em eventos internacionais, Breno Morais constrói uma trajetória que se apoia justamente na multiplicidade.


Um artista que transita entre tradição e inovação sem rupturas, mas com continuidade — como se cada projeto fosse apenas mais uma camada de uma mesma história musical.


Para acompanhar todas as novidades e próximas apresentações, siga o projeto no Instagram @breno_sax.

 

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