Para quem busca uma
programação diferenciada neste Dia das Mães, a Casa de Petrópolis Instituto de
Cultura surge como o cenário ideal, unindo história, arte e um dos patrimônios
botânicos mais importantes do país. Neste domingo, o público é convidado a celebrar
a data percorrendo os jardins da propriedade, que mantêm, de forma rara, o
traçado original projetado pelo botânico e paisagista francês Auguste Glaziou
no século 19.
A visita ao jardim da Casa é
um mergulho ao projeto de identidade nacional do Segundo Reinado. Diferente da
rigidez dos jardins racionalistas franceses, como os de Versailles, Glaziou – a
pedido de D. Pedro II – buscou na natureza brasileira os símbolos de um Império
Tropical. O paisagista foi o primeiro a romper com a ideia de que a vegetação
nativa era "bárbara", transformando o que era visto como mato em
elementos ornamentais de luxo. Ao caminhar pelo espaço, o visitante encontra o
estilo romântico inglês: caminhos tortuosos, mistério e a busca pelo
imprevisto, onde plantas brasileiras convivem harmonicamente com espécies
vindas do Oriente e da América Central.
Além do jardim principal, o passeio se estende pela trilha de 116 metros de extensão localizada ao lado direito da fachada. O trajeto, que faz parte do conjunto botânico original encomendado pelo proprietário original da Casa, José Tavares Guerra, é um refúgio de Mata Atlântica em pleno Centro Histórico. Com acesso gratuito, a trilha de fácil dificuldade permite contemplar árvores centenárias monumentais, além de orquídeas, bromélias e samambaias que emolduram o caminho. É comum que o silêncio do passeio seja acompanhado pelo canto de jacutingas, sabiás e bem-te-vis, ou pela presença de esquilos e macacos que habitam a área.
Localizada no número 716 da
Avenida Ipiranga, a Casa de Petrópolis oferece essa experiência de imersão
natural entre 10h e 16h. É uma oportunidade para as famílias desfrutarem de um
momento de leveza e contemplação, respeitando a preservação do espaço - onde a
regra é apenas observar e sentir, sem retirar mudas ou amostras - garantindo
que a obra de Glaziou continue viva para as próximas gerações.



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