A abertura da CPI da Enel na
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deve reforçar
cobranças que já vêm sendo feitas há anos por moradores, empresários e
entidades representativas de Petrópolis. Entre elas, a UNITA – Unidos por
Itaipava, que tem protocolado ofícios e denúncias à empresa reivindicando
soluções para falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no
distrito, especialmente durante períodos de chuva e ventania.
A comissão parlamentar, criada pela Resolução nº 1.739/2026 da Alerj e proposta pelo deputado estadual Yuri Moura, terá como foco investigar a demora no restabelecimento do serviço, a insuficiência de investimentos em infraestrutura e os prejuízos causados à população e ao setor produtivo. Para a UNITA, a iniciativa coloca sob apuração problemas que vêm sendo denunciados de forma reiterada pela entidade e demais instituições em nome de moradores, comerciantes e empreendedores da região.
Nos últimos meses, Itaipava
registrou episódios de apagões prolongados, bairros com até 72 horas sem
energia, além de incêndios em postes e problemas relacionados ao emaranhado de
fios ao longo da Estrada União e Indústria. Em ofícios encaminhados à
concessionária, a entidade já havia cobrado reforço das equipes emergenciais,
manutenção preventiva da rede e um plano de contingência para o verão, período
historicamente marcado por temporais na Região Serrana.
Presidente da UNITA, Alexandre
Plantz afirma que a instalação da CPI é um passo que deve ser firme para
solucionar os serviços prestados, reivindicação antiga da sociedade civil
organizada, que vinha alertando para a gravidade da situação. “Há muito tempo
moradores e empresários convivem com interrupções frequentes de energia, demora
no atendimento e uma sensação constante de insegurança. Temos impacto direto na
economia e na qualidade de vida da população”, destaca.
Segundo ele, além dos transtornos
domésticos, os apagões afetam diretamente o funcionamento do comércio, da rede
hoteleira, de restaurantes e de serviços essenciais em Itaipava, um dos
principais polos turísticos e gastronômicos do estado. “A região depende de
estabilidade no fornecimento de energia, principalmente em feriados, fins de
semana e períodos de alta ocupação turística. Quando faltam equipes suficientes
para atendimento rápido ou quando a recuperação demora horas e, muitas vezes
dias, e os prejuízos são enormes para empresários, trabalhadores e moradores”,
afirma Plantz.
O secretário da UNITA,
Fabrício Santos, lembra que a entidade já vinha alertando também para os riscos
estruturais da rede elétrica e de telecomunicações no distrito, após episódios
recentes de postes pegando fogo em pontos movimentados da Estrada União e
Indústria. “Esperamos soluções concretas e investimentos efetivos na rede”,
afirma.
Fabrício também reforça a
preocupação da entidade com a segurança pública. “Não estamos falando apenas de
conforto ou de transtorno operacional. Tivemos registros de incêndios em
postes, fios expostos, interrupções de trânsito e situações que colocam em
risco moradores, motoristas e comerciantes. Por isso, defendemos há tempos uma
revisão ampla da rede e um planejamento preventivo mais eficiente”, destaca.


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