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| Fotos: Jussara Madeira |
Um acidente envolvendo um
ônibus na Comunidade do Gulf, na Coronel Veiga, reacendeu uma antiga
reivindicação dos moradores da região. Na manhã desta quinta-feira, o coletivo
derrapou em uma curva e atingiu um muro, provocando a interdição da via. Apesar
do susto, ninguém ficou ferido.
Segundo relatos de moradores,
o veículo perdeu a aderência ao passar por um trecho da estrada e acabou saindo
da trajetória. Imagens registradas no local mostram que os pneus do ônibus
apresentavam sinais de desgaste, situação que, segundo a comunidade, pode ter
contribuído para o acidente.
O caso também trouxe novamente
à tona as discussões sobre a adequação do tipo de veículo utilizado no
itinerário. Moradores afirmam que o ônibus que atualmente atende a região
possui porte incompatível com as características da via, marcada por curvas
fechadas e trechos estreitos, dificultando as manobras e aumentando os riscos
de acidentes.
De acordo com a comunidade, há
alguns anos existiam linhas separadas para atender as localidades do Gulf e do
Honduras. Posteriormente, o serviço foi unificado, passando a ser realizado por
um único ônibus que atende ambas as regiões.
Desde então, moradores vêm defendendo o retorno da linha exclusiva para a Comunidade do Gulf, com a utilização de um veículo menor e mais adequado às condições da estrada. A avaliação é de que a medida poderia aumentar a segurança dos passageiros, motoristas e moradores que circulam pelo local diariamente.
Além das preocupações com o
tamanho do coletivo, os moradores também destacam a necessidade de manutenção
constante dos veículos que operam na linha, especialmente em relação aos pneus
e aos sistemas de frenagem, fundamentais para a circulação em vias com aclives,
declives e curvas acentuadas.
Após o acidente, a passagem de
veículos ficou comprometida na região até que fossem realizados os
procedimentos necessários para a retirada do ônibus e a liberação da via.
A comunidade aguarda agora um
posicionamento sobre a possibilidade de revisão do atendimento na linha,
reforçando o pedido por um transporte mais adequado às características do
trajeto e capaz de oferecer mais segurança para os usuários.

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