Depois de uma vida dedicada ao trabalho, à família e à construção de uma história marcada pelo carinho e pela dedicação aos outros, Dina encontrou no projeto Arte Plena 50+, da Escola de Música Santa Cecília, a oportunidade de viver um sonho que a acompanhava desde a infância

 

Durante grande parte da vida, Dina fez aquilo que milhões de mulheres brasileiras fazem diariamente: construiu uma família, trabalhou, venceu desafios, educou os filhos e colocou as necessidades das pessoas que amava acima dos próprios desejos. Entre tantas responsabilidades, havia um sonho que permaneceu guardado, silencioso, mas nunca esquecido.

 

Desde menina, a música fazia parte de sua essência. Gostava de cantar, inventava histórias, brincava de representar personagens, dançava e imaginava um futuro ligado à arte. A criatividade sempre caminhou ao seu lado e alimentava uma paixão que resistiria ao tempo.

 

A vida, porém, seguiu outro roteiro. Ainda jovem, ingressou no mercado de trabalho, constituiu sua família, casou-se, tornou-se mãe e dedicou décadas à profissão e ao lar. Foram anos de muito aprendizado e realizações pessoais, mas o desejo de estudar música, cantar e desenvolver sua expressão artística permaneceu apenas como um sonho adiado — nunca abandonado.

 

Hoje, aos 60 anos, Dina olha para trás com gratidão pela trajetória construída. Em vez de lamentar o que não viveu, prefere celebrar aquilo que finalmente começou a viver.

 

O reencontro com esse antigo sonho aconteceu no início deste ano, quando conheceu o Arte Plena 50+, projeto criado pela Escola de Música Santa Cecília especialmente para pessoas com mais de 50 anos. A iniciativa nasceu para oferecer muito mais do que aulas de arte. Sua proposta é criar um ambiente de convivência, aprendizado e desenvolvimento humano por meio da integração entre música, canto, teatro e dança, permitindo que pessoas maduras descubram novos talentos ou retomem paixões deixadas para trás ao longo da vida.

 

Diferentemente de cursos tradicionais, o Arte Plena 50+ reúne as três linguagens artísticas em encontros semanais de 1h50min, proporcionando aos participantes experiências que estimulam a criatividade, a memória, a expressão corporal, a comunicação, a autoestima e a socialização. Não é necessário ter experiência anterior. O projeto foi pensado justamente para acolher pessoas que sempre desejaram fazer arte, mas nunca encontraram tempo ou oportunidade. 



Foi exatamente isso que Dina encontro

 

Incentivada pela filha a dedicar um tempo para si, ela decidiu conhecer a iniciativa. Bastou participar das primeiras atividades para perceber que aquele espaço representava muito mais do que um curso. "Sempre gostei de música. Sou apaixonada por cantar. Também gostava de dançar e de representar. Tudo isso sempre esteve dentro de mim. Hoje sinto que estou realizando um sonho que ficou guardado por muitos anos. Descobri que nunca é tarde para começar."

 

Mais do que aprender técnicas de canto, teatro ou dança, Dina afirma que encontrou acolhimento, amizade e uma nova forma de olhar para si mesma. Ela destaca que conhecer a história da Escola de Música Santa Cecília também tornou essa experiência ainda mais significativa, por perceber o compromisso da instituição em democratizar o acesso à cultura e manter viva uma tradição centenária de formação artística.

 

O entusiasmo é tanto que ela já se considera uma divulgadora espontânea do projeto. "Quero vestir a camisa da escola, falar para as pessoas e mostrar que elas também podem viver essa experiência. Muitas vezes pensamos que já passou o nosso tempo, mas aqui descobrimos exatamente o contrário.".

 

Para o coordenador do projeto, Lucas Ribeiro, histórias como a de Dina representam a essência do Arte Plena 50+. "Criamos o projeto neste ano acreditando que a arte pode transformar vidas em qualquer idade. O que estamos vendo é muito mais do que pessoas aprendendo música, teatro ou dança. Estamos vendo sonhos antigos sendo realizados, autoestima sendo reconstruída e pessoas redescobrindo capacidades que acreditavam ter perdido. A história da Dina simboliza exatamente esse propósito.".

 

Lucas destaca que o sucesso das primeiras turmas confirma a importância de iniciativas voltadas ao público com mais de 50 anos. Segundo ele, o projeto demonstra que a aprendizagem artística não tem limite de idade e que o ambiente coletivo fortalece vínculos, amplia a confiança e melhora significativamente a qualidade de vida dos participantes.

 

A história de Dina é, ao mesmo tempo, singular e universal. Singular porque retrata uma mulher que decidiu escrever um novo capítulo aos 60 anos. Universal porque lembra que milhares de pessoas também carregam sonhos deixados em espera pelas circunstâncias da vida.

 

Hoje, quando entra na Escola de Música Santa Cecília para mais um encontro do Arte Plena 50+, Dina já não pensa no tempo que passou. Prefere celebrar o presente. Afinal, descobriu que os sonhos não envelhecem. Eles apenas esperam o momento certo para encontrar quem esteja disposto a vivê-los.

 

Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na sede da Escola de Música Santa Cecília, localizada na Rua General Osório, 192, Centro de Petrópolis, pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191 ou pelas redes sociais @emusicasantacecilia (Instagram) e @santaceciliapetropolis (Facebook).

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