A escritora, professora e pesquisadora petropolitana Andresa Chaves está entre os 26 autores selecionados para a 4ª edição do Prêmio Rio de Contos, uma das mais importantes iniciativas de incentivo à literatura fluminense. Em 2026, o prêmio recebeu 489 contos validados, enviados por escritores de 42 municípios do estado do Rio de Janeiro, e apenas 26 textos foram escolhidos por uma comissão julgadora especializada.
Professora, pedagoga com especialização em Educação Indígena, História e Cultura Afro-Brasileira, Letramentos e Neurociência, Andresa é mestre em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ. Há três décadas atua na educação, dedicando sua trajetória à valorização das práticas culturais, da diversidade e dos saberes ancestrais, além da formação de professores e do incentivo à oralidade e à escrita criativa como instrumentos de resistência, memória e construção de identidade.
Ao falar sobre a conquista, Andresa destacou a emoção de ver sua produção literária ganhar novos horizontes.
“Me senti muito lisonjeada e feliz, pois escrevo desde criança, com textos muito voltados para a poesia. Os contos e algumas narrativas autobiográficas estavam guardados em meus muitos cadernos e agora estão criando asas.”
Para ela, a seleção representa um novo impulso para continuar escrevendo.
“Esse prêmio significa combustível para produzir e aprender cada vez mais. A escrita sempre foi minha companheira, uma forma de transbordar os pensamentos, então me sinto muitíssima feliz.”
Representando Petrópolis entre os selecionados, a educadora também ressaltou a importância da cidade na formação de novos escritores.
“Petrópolis é uma terra fértil para a literatura e eu amo muito essa cidade. Representá-la nesse prêmio é uma honra e uma oportunidade para inspirar outras escritoras e escritores.”
A relação de Andresa com os livros acompanha toda a sua vida. Segundo ela, a literatura foi refúgio na infância e, hoje, continua sendo um dos principais pilares de sua atuação profissional e cultural.
“Os livros são meus companheiros da vida. Tive uma infância cercada de adultos e os livros sempre foram o terreno para criar diversão e alimentar a imaginação. Atualmente, a literatura afrorreferenciada, indígena e antirracista movimenta meu universo literário. Criei, junto à Secretaria de Educação de nossa cidade, a Afroteca, que levou a literatura infantil com protagonismo negro para dentro das escolas. É isso que também move minha trajetória e minha escrita.”
Além da seleção, Andresa destacou que o Prêmio Rio de Contos vai muito além da escolha dos textos. Os autores participarão de uma trilha formativa gratuita, com mentorias, oficinas e encontros conduzidos por nomes reconhecidos da literatura e do mercado editorial. Ao final do processo, os contos selecionados serão publicados em uma coletânea.
“É uma mentoria muito imersiva, que vai tratar da escrita literária, dos elementos da língua portuguesa e também de estratégias do mercado editorial. Poder lapidar nossos textos e, ao final, publicar um livro torna essa experiência ainda mais especial”, afirmou.
A escritora também incentivou outros autores a acompanharem editais e oportunidades voltadas à literatura.
“É superimportante que as pessoas que gostam de escrever estejam atentas às redes sociais. Sempre existem oportunidades como essa. Eu conheci o Rio de Contos pelo Instagram e vale muito a pena acompanhar as edições anteriores e entender como funciona o processo de seleção. É uma grande felicidade poder representar Petrópolis nesse momento.”
A conquista reforça a força da produção literária petropolitana e evidencia o trabalho desenvolvido por Andresa Chaves na educação, na promoção da literatura e na valorização das identidades e das narrativas que fortalecem a diversidade cultural do estado do Rio de Janeiro.


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