A chuva forte acompanhada de
granizo que atingiu Itaipava e outras regiões de Petrópolis na noite de
terça-feira (15) provocou uma série de impactos no distrito, com pontos sem
energia elétrica por horas, alagamentos em áreas como o entorno do terminal de
ônibus, a entrada da Granja Brasil e a reta próxima ao Bramil, além de congestionamentos
que praticamente paralisaram o trânsito em determinados momentos, especialmente
no acesso ao Trevo de Bonsucesso. O cenário afetou a atividade de empresas e
estabelecimentos comerciais e fez com que trabalhadores enfrentassem
dificuldades para chegar ou sair de seus locais de trabalho nesta quarta.
Além dos pontos de Itaipava
que permaneceram sem energia elétrica por horas, a queda de uma árvore sobre a
fiação, no trecho da Estrada União e Indústria entre Corrêas e Nogueira,
provocou a interdição da principal ligação com os distritos. Segundo
informações divulgadas após a ocorrência pela Comdep, foram mais de cinco horas
de espera pelo desligamento da rede para que a árvore pudesse ser retirada com
segurança.
Para a UNITA (Unidos por
Itaipava), o episódio demonstra que a qualidade do fornecimento não depende
apenas da existência de investimentos anunciados, mas principalmente da
capacidade de resposta quando o problema acontece. “Uma tempestade pode
provocar quedas de árvores e danos à rede, isso faz parte da realidade de uma
cidade como Petrópolis. O que não pode ser considerado normal é uma região
inteira ficar horas sem energia e, ao mesmo tempo, uma ocorrência em uma das
principais vias do distrito depender de tantas horas para que a equipe da
concessionária faça um desligamento”, afirma Alexandre Plantz, presidente da
UNITA.
A entidade lembra que Itaipava
concentra comércio, serviços, restaurantes, hotéis e grande circulação de
moradores e visitantes, além de receber um fluxo ainda maior de veículos em
períodos de chuva, feriados e fins de semana. Interrupções prolongadas de
energia afetam diretamente empresas, moradores e a mobilidade.
“Para quem vive ou trabalha em
Itaipava, não é uma questão abstrata. Quando falta luz por horas, comércio perde
operação, serviços são interrompidos e toda a dinâmica do distrito é afetada.
Precisamos saber qual é a estrutura que a Enel efetivamente mantém na região e
qual é o tempo de resposta previsto para situações como essa”, destaca Fabrício
Santos, secretário da UNITA.
Alerta feito na semana passada
ganha força após novo temporal
Os alagamentos registrados
durante o temporal desta terça-feira (15) reforçaram uma preocupação que a
UNITA já vem alertando reiteradas vezes como na semana passada. Na ocasião, a entidade
chamou atenção para os pontos críticos de Itaipava e defendeu intervenções na
drenagem antes da chegada do verão, alertando para os impactos que as chuvas
poderiam provocar na mobilidade e na segurança.
Menos de uma semana depois, o
cenário previsto pela entidade se confirmou: trechos próximos ao terminal de
ônibus, à entrada da Granja Brasil e à reta do Bramil ficaram alagados,
enquanto o trânsito enfrentou grandes congestionamentos, especialmente no
acesso ao Trevo de Bonsucesso.
Para a UNITA, o episódio
mostra a importância de transformar os alertas sobre drenagem em planejamento e
obras preventivas. “Na semana passada, estávamos justamente chamando atenção
para esse cenário e defendendo que as intervenções fossem planejadas antes do
período mais crítico de chuvas. O que aconteceu agora mostra que não estamos
falando de uma hipótese, mas de um problema que já está afetando diretamente a
cidade”, afirma Alexandre Plantz.


Postar um comentário
Gostou da matéria? Deixe seu comentário ou sugestão.