A trajetória de Santos Dumont,
suas invenções e a ligação com Petrópolis foram tema dos trabalhos apresentados
na Casa da Educação Visconde de Mauá, durante a mostra “Do Sonho ao Céu: 120
anos do 14-Bis”. A iniciativa levou às escolas uma proposta de estudo que
reuniu história, ciência e cultura, tendo como ponto de partida os caminhos
percorridos pelo Pai da Aviação.
Desenvolvido nas unidades de
ensino, o projeto propôs atividades de investigação e produção em grupo. A
exposição reuniu esse percurso de aprendizagem e abriu espaço para compartilhar
com a comunidade o que os estudantes construíram ao longo das aulas.
“Petrópolis faz parte da
história de Santos Dumont, e nossas escolas podem ajudar as novas gerações a
conhecer essa ligação. Ao estudar suas invenções, os estudantes também
encontram referências para compreender a cidade onde vivem”, afirmou o prefeito
Hingo Hammes.
A proposta da Secretaria de
Educação articulou diferentes áreas do conhecimento, com sugestões de
atividades organizadas por ano de escolaridade. Além de abordar o voo do
14-Bis, o trabalho buscou despertar perguntas sobre as criações do inventor e
aproximar os conteúdos escolares do patrimônio do município.
“Queremos que os estudantes
perguntem, pesquisem e encontrem formas de apresentar o que aprenderam. Um tema
como esse permite relacionar conhecimentos que, muitas vezes, são estudados
separadamente. A mostra é o momento de dividir essas descobertas com outras
pessoas”, apontou a secretária de Educação, Ana Carolina Kapler.
A Encantada, casa de Santos
Dumont em Petrópolis, também integrou a abordagem pedagógica. A relação do
inventor com o município permitiu trazer a discussão para perto dos estudantes,
conectando um episódio da história da aviação a um lugar que faz parte da
paisagem e da memória local.
“O patrimônio ganha sentido
quando a população conhece as histórias que ele guarda. Esse contato desde a
escola ajuda a entender por que preservamos esses espaços e o que podemos
aprender com eles”, ressaltou o presidente do Instituto Municipal de Cultura
(IMC), Adenison Honorato.
O diretor do Museu Casa de
Santos Dumont, Claudio Gomide, destacou a possibilidade de ampliar o olhar
sobre o inventor. “O 14-Bis é uma porta de entrada para conhecer Santos Dumont.
Há toda uma trajetória de estudos, tentativas e invenções a explorar, assim
como sua relação com Petrópolis e com a Encantada”.
Em 23 de outubro de 1906,
Santos Dumont percorreu cerca de 60 metros com o 14-Bis no Campo de Bagatelle,
em Paris, diante do público e de uma comissão do Aeroclube da França. O voo,
realizado há 120 anos, tornou-se um marco da aviação e deu origem à data em que
o Brasil celebra o Dia do Aviador.


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