Juventude reafirma sua voz
O Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) rejeitou pedidos apresentados por Flávio Bolsonaro (PL) para barrar
manifestações políticas de entidades estudantis durante as eleições de 2026. A
decisão representa um importante posicionamento em defesa da liberdade de
expressão, da organização política e da participação da juventude na democracia
brasileira.
Entre as organizações
atingidas pela iniciativa está a União da Juventude Socialista (UJS), presidida
nacionalmente pela petropolitana Rafaela Elisiário. A tentativa de impor
restrições à atuação política das entidades provocou reação de lideranças
estudantis, que reafirmam o direito de se organizar, ocupar as ruas e defender
seus projetos para o Brasil.
Para Rafaela Elisiário, a
juventude não aceitará intimidações nem abrirá mão de seu papel na construção
do futuro do país.
“Querem transformar a
organização da juventude em um problema porque sabem da nossa capacidade de
mobilização. A UJS tem lado, tem história e tem compromisso com a democracia e
com os direitos do povo brasileiro. Não será uma ação judicial que vai nos
impedir de lutar por um Brasil mais justo, com educação, oportunidades e
dignidade para todos”, afirma Rafaela.
A presidenta nacional da UJS
também reforça que a participação política dos jovens é fundamental para o
fortalecimento da democracia e que a entidade continuará mobilizada diante das
tentativas de silenciamento. A Rafaela também salientou, venham todos fazer
parte da UJS!
A juventude não será silenciada
A presidenta da União Nacional
dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, também se posicionou contra a tentativa de
restringir a atuação das entidades estudantis.
“Não seremos silenciados! A
nossa luta em defesa da democracia continuará nas ruas e nas redes até que
conquistemos a vitória”, afirmou Bianca.
A declaração expressa a
disposição do movimento estudantil de continuar atuando na defesa dos direitos
sociais, da educação pública e da democracia, especialmente em um período de
intensa disputa política no país.
Petrópolis também está nessa luta
Em Petrópolis, a decisão
repercute entre as lideranças que atuam na organização da juventude e na defesa
dos direitos democráticos. O presidente municipal da UJS, Daniel Beatriz,
destaca que a tentativa de silenciar os estudantes não é novidade, mas que a
história brasileira demonstra a força da mobilização popular.
“Não é a primeira vez que
tentam intimidar a juventude que luta por direitos e por democracia. A história
mostra que nenhuma tentativa de silenciamento é capaz de apagar a força de quem
acredita em um país melhor. Seguiremos nas ruas, nas escolas, nas universidades
e nas redes, organizando a juventude e defendendo os interesses do nosso povo”,
afirma Daniel Beatriz.
A vereadora Professora Lívia
(PCdoB), presidenta da Comissão de Educação e da Comissão de Direitos Humanos
da Câmara Municipal de Petrópolis, também ressalta a importância da liberdade
de organização política e da participação dos jovens na construção de uma
sociedade democrática.
“Uma democracia verdadeira não
pode ter medo da juventude organizada. Os estudantes têm o direito de se
manifestar, de defender suas ideias e de participar ativamente das decisões que
definem o futuro do Brasil. Tentar restringir essa participação é desconsiderar
o papel histórico dos movimentos estudantis na conquista de direitos e na
defesa das liberdades democráticas”, afirma a vereadora.
Democracia se fortalece com participação
A decisão do TSE reforça a
necessidade de analisar eventuais irregularidades eleitorais com base em fatos
concretos, sem estabelecer proibições genéricas que possam comprometer direitos
fundamentais.
A liberdade de expressão e de
associação são garantias constitucionais, e a participação política de
estudantes e movimentos sociais faz parte da vida democrática. Isso não afasta
a aplicação das regras eleitorais quando houver condutas específicas que violem
a legislação, mas impede que a atuação política legítima seja tratada
automaticamente como irregular.
A UJS reafirma seu compromisso
com a organização da juventude, a defesa da educação pública e a construção de
um Brasil mais democrático e justo.
Se querem calar a juventude,
encontrarão resistência. A juventude organizada seguirá lutando por seus
direitos, pela democracia e pelo futuro do país.

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