Angelo Venosa, Carlos Vergara, David Almeida, Iole de Freitas, 

Marcos Chaves, Marina Saleme, Rodrigo Andrade,Teresa Salgado, Thiago Rocha Pitta e Walter Carvalho expõem na A2 + Mul.ti.plo.



A exposição “De vários modos”abre 1º de fevereiro (sábado) em Petrópolis.


A A2 + Mul.ti.plo, única galeria de arte contemporânea em Petrópolis, apresenta obras de dez dos mais conceituados artistas contemporâneos brasileiros,no Vale das Videiras. A exposição “De vários modos” reúne trabalhos de Angelo Venosa, Carlos Vergara, David Almeida, Iole de Freitas, Marcos Chaves e Marina Saleme, Rodrigo Andrade, Teresa Salgado, Thiago Rocha Pitta e Walter Carvalho. A coletivaserá inaugurada no dia 1º de fevereiro (sábado), às 19h, e fica em cartaz até 8 de março de 2020. A entrada é franca.
A mostra “De vários modos” celebra a diversidade e a convivência com o diferente. A proposta da exposição foi selecionar no acervo da Mul.ti.plo Espaço Arte obras de poéticas, processos e técnicas diferentes capazes de “conversar” entre si. “Ainda que absolutamente distintas, as obras selecionadas convivem em harmonia, ligadas pelo fio do silêncio”, explica Maneco Müller, sócio da galeria.Todos os trabalhos reunidos na mostra serão apresentados pela primeira vez na cidade de Petrópolis. 
Sempre junto com os artistas, o Petrópolis em Cena apresenta os participantes:

Angelo Venosa
Nasceu em 1954, em São Paulo, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É um dos poucos artistas da chamada “Geração 80” que se dedicou à escultura, em detrimento da pintura então em evidência. Na década de 1990, passou a utilizar materiais como mármore, cera, chumbo e dentes de animais, realizando obras que remetem a estruturas anatômicas, como vértebras e ossos. Mais recentemente, o artista começou a utilizar impressão em 3D e desenho assistido por computador para criar estruturas e exoesqueletos de compensado e metal que se assemelham a corais. Possui esculturas públicas instaladas em diversos locais do país, como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jardins), Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera), Pinacoteca de São Paulo (Jardim da Luz) e Praia de Copacabana/Leme, Rio de Janeiro.
Carlos Vergara

Nasceu em 1941, em Santa Maria, RS. É gravador, fotógrafo e pintor. Durante a década de 1970, utiliza a fotografia e filmes Super-8 para estabelecer reflexões sobre a realidade. O carnaval passa a ser também objeto de sua pesquisa. Atua ainda em colaboração com arquitetos, realizando painéis para diversos edifícios, empregando materiais e técnicas do artesanato popular. Em 1972, publica o caderno de desenhos Texto em Branco, pela editora Nova Fronteira. Durante os anos 1980, volta à pintura, produzindo quadros abstratos geométricos, nos quais explora, principalmente, tramas de losangos que determinam campos cromáticos. Desde o fim dos anos 1980, emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas. Em 1997, realiza a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural, transferindo para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos. Acaba de apresentar uma grande exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

David Almeida
Nasceu em 1989, em Brasília, DF. Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, sua pesquisa se desenvolve por meio de múltiplas linguagens, como desenho, objeto, fotografia, instalações, performance e, sobretudo, a pintura. Sua produção tem como eixo as problemáticas do espaço e do corpo em percurso, explorando a visualidade do espaço íntimo, do ateliê, da cidade e da paisagem natural. Investiga os limites entre presença e ausência, o espaçopictórico, elementos da pintura e sua semântica narrativa engendrando conceitos de clausura, fantasmagoria, rigidez social da arquitetura dos grandes centros e deriva como metódo de estudo de lugares marginais e da paisagem.

Iole de Freitas
Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial no Rio de Janeiro (1964 – 1965). Entre as exposições individuais destacam-se: 9ª Bienal de Paris (1975); 15ª Bienal Internacional de São Paulo (1981); exposição itinerante “Cartographies” (1993), BronxMuseum (Nova York);NationalGallery (Ottawa, Canadá) e também em Winnepeg (Canadá); a individual curada por Paulo Venancio Filho, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Paço Imperial do Rio de Janeiro (1997); 5ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2005). Em 2007 foi convidada para realizar um projeto específico para a Documenta 12, de Kassel, Alemanha. Em 2009 expôs na Casa França-Brasil (Rio de Janeiro) e na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e participou da mostra “O Desejo da Forma” na Akademie der Kunst, em Berlim. Em 2015 Iole ocupou o Espaço Monumental do MAM Rio de Janeiro com a exposição “O peso de cada um”. Em 2017 participa da exposição “Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos”, Oca, Parque Ibirapuera (São Paulo). Sua trajetória encontra-se documentada em vários textos e publicações de renomados críticos de arte. É representada pela Galeria Raquel Arnaud desde 1988.

Marcos Chaves
Nasceu em 1961, no Rio de Janeiro, RJ. Trabalhando sobre os parâmetros da apropriação e da intervenção, sua obra é caracterizada pela utilização de diversas mídias, transitando livremente entre a produção de objetos, fotografias, vídeos, desenhos, palavras e sons.Participou da Manifesta7 - The EuropeanBiennialofContemporaryArt, Itália; 25ª Bienal Internacional de São Paulo, SP; 1ª e 5ª Bienais do Mercosul, Porto Alegre; 17ª Bienal de Cerveira, Portugal; 4ª Bienal de Havana, Cuba; 3ª Bienal de Lulea, Suécia.Expôsno Mori ArtMuseum, Tóquio, Japão; Martin-Gropius-Bau, NeuerBerlinerKunstverein (NBK); Ludwig Museum e Zeppelin Artprogram, Alemanha; VaantaArtMuseum, Finlândia; Gallery 3.14, Bergen, Noruega; Galeria S2, Galeria LehmannMaupin, Nova Iorque, EUA; Fri-Art – Centre d’ArtContemporain de Fribourg, Suíça; Espace Topographie de L’Art, Paris, França; SomersetHouse, Butcher’s Project, Londres, G39, Cardiff e NorthernGallery, Sunderland, Reino Unido; Iziko South AfricanNationalArtGallery, África do Sul; Jim Thompson, Bangkok, Tailândia; Centro per l’Arte Contemporânea Luigi Pecci, Prato e Milão, Itália; Focus Brasil e MAC de Santiago, Chile; Centro de Arte Caja de Burgos, Burgos; IVAM, Valencia; PatioHerreriano de Valladolid; Kiosco Alfonso y del PALEXCO e Galeria Blanca Soto Arte, Espanha; Fundação CalousteGulbenkian e Galeria Graça Brandão, Lisboa Portugal; MAM, CCBB, MIS e Galeria Nara Roesler, São Paulo; CCBB, MAM-RJ, MAR, MNBA, MAC, Funarte, Galeria Laura Alvim, Galeria Laura Marsiaj, A Gentil Carioca, Progetti, Galeria Nara Roesler, Galeria Artur Fidalgo e Fundação Eva Klabin, Rio de Janeiro.
Marina Saleme

Nasceu em 1958, em São Paulo, SP. Pintora, desenhista, fotógrafa, professora. Freqüenta curso de desenho em Montreaux, Suíça, em 1976, e, no ano seguinte, em São Paulo, curso livre de pintura na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), onde, em 1982, conclui licenciatura em artes plásticas. Em 1981, faz curso de desenho e pintura com Carlos Fajardo (1941) e, em 1985, freqüenta o curso de desenho de Cássio Michalany (1949), no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1989, estuda história da arte com Rodrigo Naves (1955) e, em 1990, estética, com Alberto Tassinari. Desde 1997, ilustra a coluna Tendências e Debates do jornal Folha de S. Paulo. Em 1999, integra o programa Temporada de Projetos, no Paço das Artes, São Paulo. A partir de 2002, ministra o curso Pintura e seus Processos Criativos, no Instituto Tomie Ohtake (ITO). Em 2004, é artista residente no projeto SurfaceSensible, no Centre d'ArtContemporaine de Baie-Saint-Paul, em Quebec, Canadá. Em 2005, cria o cenário do espetáculo Milágrimas, de Ivaldo Bertazzo (1949), e, no ano seguinte, apresenta a exposição individual Contadores, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp).

Rodrigo Andrade
Nasceu em 1962, em São Paulo, SP.Em 1982 forma o grupo Casa 7. Em 1985 participa da 18ª Bienal de São Paulo. A partir de 1986 realiza diversas exposições individuais e participa de inúmeras exposições coletivas no Brasil e exterior. Possui trabalhos nas principais coleções publicas e privadas do país. Em 2004 recebe a Bolsa Vitae de Artes Plásticas. Em 2000 inicia uma série de intervenções pictóricas em espaços públicos como,“Lanches Alvorada” em 2001, num bar no centro de São Paulo, e “Paredes da Caixa” em 2006. Em 2007 escreve, atua e dirige o curta metragem “Uma noite no escritório”. Em 2008 lança, pela editora Cosac Naify, livro reunindo sua obra desde 1983. Em 2010 realiza a obra “Óleo sobre”, uma intervenção em oito salas do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. 

Teresa Salgado
Formou-se em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela PUC-RJ, em 1979. Realizou cursos de especialização na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), com Charles Watson, Paulo Sérgio Duarte e Reynaldo Roels Júnior. Também na EAV fez cursos com Iole de Freitas, Luís Ernesto, Fernando Cocchiarale e Ricardo Becker. Estudou materiais em pintura com Katie van Scherpenberg, em 2002, e acompanhamento de projetos com Nelson Leirner, em 2000.Frequentou o Plano de Atividades Criativas no Projeto PUC-Funarte em 1978; o Curso de Arte e Educação na Divulgação e Pesquisa Sociedade Cultural, em 1976; o Curso de Artes Plásticas no Centro de Arte Contemporânea, em 1975. Participou de cursos livres com Hélio Rodrigues, em 1979/80, e com João Vicente Salgueiro, em 1973. Realizou sua primeira exposição individual em 2005, no Centro Cultural Cândido Mendes de Ipanema. Participou da exposição “Novíssimos”, no IBEU de Copacabana, e foi mapeada pelo Rumos Itaú Cultural. Em 2007, apresentou trabalhos em coletivas no SESC de Nova Iguaçu, no espaço CEDIM e na exposição “Auto-retratos do Brasil”, no Paço Imperial. Em 2009 expôs duas séries fotográficas na galeria de arte do evento Casa Cor. Expôs a série Memória Presente em março de 2011, na Galeria de Arte Maria de Lourdes Mendes de Almeida, CCCM, entre outros.

Thiago Rocha Pitta
Nasceu em 1980, em Tiradentes, MG.Começa a mostrar seus trabalhos em 2001, com intervenções ao ar livre. Desde o início sua obra busca uma relação íntima com a natureza. Pode-se dizer que em seus trabalhos a natureza é uma espécie de co-autora. Este aspecto fica evidente em obras como Homenagem a William Turner, um vídeo de um pequeno barco pegando fogo, ou ainda no espelho/plataforma construído sobre um abismo, em que o público é convidado a andar sobre o reflexo do céu. O artista possui ainda uma larga produção de pinturas e aquarelas, sempre buscando na linguagem estados poéticos para a matéria e suas mutações.Thiago Rocha Pitta cresce na cidade histórica de Tiradentes e muda-se, quando adolescente, para a cidade serrana de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Passa a viver na cidade do Rio em 1999, quando estuda artes na UFRJ, não concluindo o curso. Além de estudar filosofia e estética em cursos livres. Em 2004 foi contemplado com o prêmio CNI SESI Marcantônio Vilaça. Integrou a 5° Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2005. Vem expondo sua obra em diversas cidades do mundo.

Walter Carvalho
Nasceu em 1947, na Paraíba. É diretor de fotografia, fotógrafo, diretor. Destaca-se por seus trabalhos em fotografia de cinema, nos quais manipula luz e movimento sem usar muitos equipamentos eletrônicos além da câmera. Trabalha contrastes usando apenas luz natural ou em associação a luzes artificiais.Suas técnicas têm forte influência do cinema documentário, gênero no qual começou a trabalhar ao lado do irmão. Um de seus primeiros trabalhos foi ao lado de Glauber Rocha, no curta Jorge Amado no Cinema (1979). Walter levou também seu talento a filmes como Terra Estrangeira, dirigido por Walter Salles e Daniella Thomas, Central do Brasil, Lavoura Arcaica, entre outros. Como diretor, atuou em Cazuza: o tempo não para (2004), em parceria com Sandra Werneck. Voltando aos documentários, dirigiu Raul: o início, o fim e o meio (2012), que conta a vida e carreira do cantor Raul Seixas. Atuou como diretor de fotografia também na televisão, nas novelas Renascer (1993) e Rei do Gado (1996), da Rede Globo. Em seu trabalho de fotografia, Walter busca referências nas artes visuais: ao pensar seu projeto de iluminação, volta-se para a história da arte e para estudos de perspectiva e efeito da luz sobre os objetos, especialmente em obras renascentistas.
Serviço

Exposição de arte contemporânea
Título: “De vários modos”
Abertura: 1º de fevereiro (sábado), às 19h
Visitação: Até 8 de março de 2020. Sexta 19h – 22h / sábado 11h – 16h e 19h – 22h / Domingo 11h – 16h
Local: A2 + Mul.ti.plo
End.: Armazém das Videiras - Estrada Almirante Paulo Meira, 8.400, loja 5 - Petrópolis
Tel.: +55 24 2225-8802
www.multiploespacoarte.com.br




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