No dia a dia é comum encontrar com várias pessoas fumando pelas ruas, mas que se dizem interessadas em largar o vício. Segundo pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil existem 27,9 milhões de fumantes, consumindo 110 bilhões de cigarros por ano, acrescidos de 48 bilhões procedentes de contrabando. Além disso, no país são registrados cerca de 200 mil óbitos por ano, por conta desse vício.


No atual cenário de pandemia mundial, os médicos destacam que fumar predispõe as pessoas a complicações por qualquer infecção respiratória, inclusive do novo Coronavírus (COVID-19)


“O tabagismo deve ser entendido como uma doença crônica, devido à dependência da droga nicotina, e, portanto, todos os fumantes devem ser orientados a deixar de fumar por profissionais de saúde. Pesquisas mostram que cerca de 80% dos fumantes desejam parar de fumar, porém muitos não conseguem perseverar na decisão, pois é um processo desafiador que necessita, além de vontade, adotar novos hábitos que possam ocupar a rotina para ser mais fácil se adaptar à nova realidade sem o cigarro”, explica Dra. Julia Barban Morelli, Médica de Família e Comunidade, coordenadora do internato em Saúde da Família do Centro Universitário Arthur SáEarp Neto (UNIFASE).

 

A médica ressalta que ao tomar a decisão de parar de fumar, a pessoa precisa entender o comportamento do organismo, pois com base no grau de dependência à nicotina, as reações podem ser muito fortes, especialmente nos primeiros dias sem receber a droga.


“Existem medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde para auxiliar o abandono do cigarro. Além deles, adotar um estilo de vida mais saudável com mudanças na alimentação e estratégias para lidar com o estresse podem contribuir muito para o sucesso na tentativa de parar de fumar, aumentando ainda mais a longevidade e a qualidade de vida da pessoa”, destaca a médica.

 

A vontade de fumar ("fissura") não dura mais do que cinco minutos. Nesses momentos, para ajudar a aliviar o desejo, é aconselhável chupar gelo, comer gengibre, cravo, chicletes, balas de mentol ou hortelã, escovar os dentes, beber água gelada ou comer uma fruta. Praticar técnicas de relaxamento e exercícios respiratórios também auxilia nesse processo. Além disso, manter as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, manusear objetos pequenos e não ficar parado são dicas importantes para vencer a etapa de largar o vício.

 

“O cigarro é um fator de risco para doenças do coração e também para o câncer em diversas partes do corpo, não apenas no pulmão. Desta forma, quem fuma há muito tempo pode ficar exposto ao risco de um infarto. Para iniciar atividades físicas, primeiro o fumante deve marcar uma consulta médica para que seja realizada uma avaliação cardiopulmonar. Importante destacar que os exercícios físicos vão auxiliar na redução do risco de eventos vasculares”, finaliza Dra. Morelli.


Dra. Julia Barban Morelli
Dra. Julia Barban Morelli


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