O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP), em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e o Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS), está participando da maior pesquisa já realizada no Brasil sobre as chamadas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), com o objetivo de avaliar o uso dessas práticas pela população brasileira durante o isolamento social, provocado pela pandemia do novo Coronavírus.

  

A pesquisa “Uso de Práticas Integrativas e Complementares no contexto da Covid-19 (PICCovid)” tem como base um questionário on-line, que pode ser respondido por qualquer pessoa. Apesar do recorte temporal, o estudo vai servir para traçar um panorama sobre a utilização dessas terapias no Brasil.

 

“A pesquisa está sendo realizada através de um questionário eletrônico. Quem recebe a pesquisa é convidado a compartilhar o questionário em suas redes de contatos, para que mais pessoas participem. Assim, pretendemos atingir pessoas de todos os segmentos — diferentes classes sociais, regiões geográficas, faixas etárias, de gênero etc — para que possamos montar um panorama representativo do país. Ao final, faremos o balanceamento e a calibragem dos questionários respondidos, para garantir uma representatividade da realidade brasileira”, descreve Patrícia Boccolini, pesquisadora e professora da UNIFASE/FMP.

 

A UNIFASE/FMP, através do seu Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social – NIPPIS, coordenado pela professora Cristina Rabelais, que também participa da pesquisa e conta com a colaboração da professora Raquel Mezzavilla, do curso de Nutrição da UNIFASE, destaca a importância das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados não apenas para prevenir diversas doenças como também para promoção à saúde e autocuidado. Esses recursos têm em comum a ênfase no modelo de atenção centrada na integralidade do indivíduo.

 

“As PICS ganharam mais visibilidade durante a pandemia, uma vez que auxiliam na melhoria da qualidade de vida, no autocuidado, no equilíbrio mental e emocional, não impondo ou propondo a substituição de condutas ou protocolos definidos pela comunidade científica para tratamento da Covid-19. Com a pesquisa, queremos identificar como tem sido o uso dessas terapias diante de sintomas da COVID-19 e também para sabermos se as pessoas estão fazendo uso por conta de outra doença crônica, ou mesmo como forma de autocuidado no período de distanciamento social”, explica a pesquisadora Boccolini.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) já reconhece oficialmente 29 dessas terapias e oferece atendimento utilizando várias delas, as mais conhecidas são: a acupuntura, a meditação, a yoga, a homeopatia, a musicoterapia, a fitoterapia, a quiropraxia, o reiki e a shantala. 



“Esperamos que os resultados da investigação contribuam para fortalecer a rede de pesquisa multidisciplinar para estudo e uso das PICS, trazendo à luz algumas evidências sobre padrões de uso de determinadas práticas. Além disso, acreditamos que o projeto irá estimular não só o uso dessas terapias pela população em geral, como também incentivar profissionais a se capacitarem. Muito antes da pandemia, o Ministério da Saúde já oferecia cursos de Educação a Distância (EAD) para vários tipos de PICS”, finaliza Boccolini.


A coleta de dados da pesquisa será realizada até o final deste mês de setembro. O relatório final da pesquisa deverá estar pronto em meados de outubro. Para participar e compartilhar com os seus contatos, preencha o questionário que está disponível no site da Fiocruz: https://is.gd/piccovid_fiocruz

 

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