Três projetos, referentes à Lei Aldir Blanc, serão lançados em abril

 

A arte urbana vem ganhando destaque no cenário cultural em Petrópolis, com diversos trabalhos voltados para a música, literatura, dança e demais expressões. Três lançamentos estão previstos para acontecer nas diversas plataformas digitais em abril. São projetos desenvolvidos por artistas da cidade através do edital implementado pelo Instituto Municipal de Cultural (IMC) referentes à Lei Aldir Blanc.

 

No total, foram 301 projetos e 24 espaços culturais contemplados com os recursos federais - o município recebeu R$ 1.936.795,75 para os incisos II e III da Lei Aldir Blanc. "Estamos muito orgulhosos com as produções realizadas dentro do edital. Petrópolis conta com profissionais muito talentosos, criativos e que produzem material de muita qualidade", destacou o prefeito interino Hingo Hammes.

 

O artista musical e produtor cultural Marcelo Moraes - Durango Kid, lançará seu segundo álbum de carreira solo, “DKMERON - Delírios Distópicos”. Ele já lançou pelo edital os programas “Dkptando REACT - Raros e Exclusivos ao vivo”, entrevistando artistas e produtores da cena do Rap, Trap, Hip Hop da cidade, conversando sobre seus trabalhos inéditos e produções do momento. As lives estão disponíveis no Youtube.

 

Ainda falando de arte urbana, o projeto Nação Hip Hop, que completa 15 anos, vai realizar duas Lives do evento que sempre aconteceu na rua, o Roda do CDC. As apresentações serão transmitidas no site da Nação Hip Hop Petrópolis, contemplando artistas e produtores de conteúdo artístico na cidade. A programação contará com batalhas de MC´s e músicas de artistas locais. A ideia do projeto é promover a cultura periférica, popular e urbana, através da integração de diversas linguagens artísticas, contribuindo, assim, para a inclusão da diversidade social e diminuição das desigualdades socioeconômicas.

 

A literatura também teve espaço nesse cenário, com a produção do “ZINE GIRA RODA”, um zine virtual produzido como forma acessível de divulgar e valorizar a atividade literária produzida em Petrópolis. Para quem não está familiarizado com o termo “zine”, os organizadores explicam que é a abreviação de “fanzine” que, por sua vez, tem origem na expressão em inglês “fanatic magazine” que significa em português “revista de fãs”.

 

“A cena urbana petropolitana é forte, possui talentos reconhecidos até fora do Brasil. Ver essa rica participação no edital e as produções de tamanha qualidade, somente enchem de orgulho o Instituto Municipal de Cultura”, disse Leandro Kronemberger, diretor-presidente do IMC.

 



“Uma vez que estamos em estado de pandemia, o zine aparece como ótima alternativa para ampliar os nortes da produção literária local e também de registrar e valorizar os agentes ali inseridos. O zine acaba se tornando uma opção literária extremamente criativa e assertiva. Além disso, o projeto propõe uma ideia inovadora, a interatividade e o aspecto multiplataforma através de um código de acesso que estará estampado no zine (QRCode. Quando lido por um aparelho de celular, o código irá redirecionar o leitor a um clipe, onde cada artista envolvido no zine poderá ser visto declamando sua obra literária”, explica Cristiane Monteiro, proponente do projeto e membro da Nação Hip Hop Petrópolis.

 

O coletivo já lançou também o programa “Papo de Rua” que contou com bate papos informativos, apresentações musicais, de dança, batalhas de beats e MC´s, entrevistas com artistas da cidade e lançamentos.  Todos esses projetos podem ser acessados através do site oficial da Nação Hip Hop Petrópolis.

 

Ainda na cena da arte urbana, o artista da dança, coreógrafo e produtor cultural Felipe Laureano, lançou seu projeto “GRIOT PRODUÇÃO DE CULTURA INDEPENDENTE”, que identifica e evidencia a realidade de artistas e agentes culturais de Petrópolis, de forma a dar visibilidade e mostrar as delícias e dificuldades do que é realizar produção cultural independente. A ideia principal é mostrar para o público interessado e as próximas gerações o caminho para realizar arte num país tão rico culturalmente.

 

“Além do vídeo, que vem em formato de web-série, foi criado ainda um e-book para registrar dicas pautadas pelos entrevistados e comentadas pelo entrevistador, detalhes essenciais para o crescimento cultural e artístico das futuras gerações”, diz o idealizador do projeto. O conteúdo está no e-book ou youtube.

 

 “É uma alegria muito grande ver esta explosão de criticidade, de reflexão, de arte e de diversidade espalhada por nossa cidade. As expressões artísticas não possuem limites, e os artistas urbanos provam, uma vez mais, o quanto estão organizados e capacitados em suas produções profissionalizadas”, comenta Catarina Maul, gerente do Centro de Cultura Raul de Leoni.

 

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