Foto Reprodução / CinePop


Gisele Oliveira - Especial Petrópolis em Cena


Desde a primeira menstruação, as mulheres são instruídas a buscar atendimento médico ginecológico para fazer acompanhamento anual. A medida é extremamente importante, especialmente quando o assunto são as doenças silenciosas que podem estar acometendo o organismo feminino e só apresentam sintomas quando já estão em estágio avançado, como é o caso do câncer de ovário. 

 

A morte da renomada atriz Eva Wilma, ocorrida no último sábado (15), aos 87 anos, vítima de câncer no ovário, alerta mais uma vez o público feminino sobre a necessidade de buscar atendimento médico especializado.

 

“Sabemos que o Ministério da Saúde e a Sociedade de Especialidades já nos autorizam a descontinuar a coleta de citologia do Papanicolau em mulheres com idade acima de 65 anos, em que os três últimos preventivos tenham sido negativos. Porém, isso não representa a descontinuação do exame físico, que compreende a análise das mamas, abdome e a região genital. Inclusive, é importante destacar que a partir do toque vaginal é que o ginecologista pode desconfiar de que o ovário da mulher tenha alguma alteração e, assim, propor um roteiro diagnóstico, que normalmente se inicia com a realização de uma ultrassonografia transvaginal”, explica o ginecologista Claudio Sergio Batista, médico cooperado da Unimed Petrópolis.


Como é o processo de diagnóstico do câncer de ovário? 

O especialista frisa que a mulher precisa ir anualmente ao ginecologista para realizar os exames de rotina, especialmente, para que possa prevenir e identificar as doenças mais sérias logo no estágio inicial, quando há mais possibilidade de o tratamento ser efetivo para chegar à cura.

 

“Se confirmando um diagnóstico de suspeição, o ginecologista indica uma biópsia cirúrgica para esse ovário. Então, o médico anatomopatologista poderá fechar esse diagnóstico. Assim, terá início o tratamento para câncer de ovário, que inicialmente é sempre cirúrgico. Essa cirurgia servirá para tratar a doença e também para que o médico possa estudar o avanço do câncer de ovário dentro da cavidade abdominal da paciente. Dependendo do estadiamento do câncer e do tipo de tumor, este tratamento poderá ser complementado com quimioterapia”, destaca o ginecologista.

 

Dr. Claudio Sergio Batista


O câncer de ovário atinge o público feminino após a menopausa, sendo identificado após os 50 anos, considerado o tumor mais letal na área ginecológica. O especialista destaca que existem vários tipos de câncer de ovário, pois o órgão feminino é composto pelos três tecidos embrionários do corpo humano: ectoderma, mesoderma e endoderma.

 

“Podem ocorrer variados tipos de câncer de ovário, consequentemente, variados tipos de tratamento. Muitos nos perguntam se o câncer de ovário é o mais letal na área ginecológica. Sim, ainda é um câncer que causa muitas perdas na nossa especialidade. É um câncer de baixa incidência, mas de uma mortalidade muito grande. Por isso, continua sendo uma grande preocupação para todos nós, ginecologistas. O pior é que não existem muitas medidas de prevenção para o câncer de ovário. Talvez, a única seja o uso de pílula anticoncepcional durante a vida dessa paciente”, complementa.


Fatores que podem aumentar as chances de um câncer ovariano:

  • Genética (herança materna ou paterna das mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2);
  • Histórico familiar de câncer de ovário ou mama;
  • Ter idade superior a 50 anos;
  • Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos);
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Tabaco e bebidas alcoólicas em excesso;
  • Falta de exercícios físicos, entre outros.


“O importante é que a mulher saiba que o câncer de ovário existe e é uma doença letal, mas que pode ser diagnosticado na fase precoce, onde o tratamento tem grande chance de cura. Para que isso seja alcançado, é importante o exame ginecológico regular, pelo menos a cada ano ou a cada dois, no máximo, três anos, ao longo da vida da mulher”, finaliza o médico.

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