Boletos em atraso, altos juros, insônia e dor de cabeça. É exatamente assim que muitas famílias brasileiras estão vivendo. O orçamento familiar simplesmente não consegue suprir as despesas e a bola de neve das dívidas só aumenta. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC), a taxa média de juros para pessoas físicas no crédito livre chegou a 40,9% ao ano.


O vilão para os problemas financeiros das pessoas físicas, que ganhou destaque nas compras realizadas, são os juros rotativos do cartão de crédito, que tiveram alta de 4,6 ponto percentual no mês, alcançando 336,1% ao ano. Por isso, o endividamento das famílias brasileiras bateu o recorde de 59,9% em junho deste ano. 


“O grande problema do uso do cartão de crédito sem moderação é exatamente a possibilidade das famílias se enrolarem financeiramente com os juros rotativos do cartão de crédito. Essa taxa de juros é contabilizada quando a pessoa paga menos do que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias. Após o prazo, as instituições financeiras parcelam essa dívida. No entanto, são taxas altas, que precisam realmente ser evitadas para não comprometer a saúde financeira das pessoas”, explica o economista e consultor financeiro da Wfity, Afonso Amarante. 


Outro fator que influenciou no crescimento de juros para as famílias foi a variação das taxas do cheque especial, que teve alta de 0,9 ponto percentual (124,9% ao ano). Uma saída encontrada por muitas pessoas para reequilibrar as finanças e fugir dos altos juros foi a possibilidade de adiantamento do saque-aniversário do FGTS. Segundo o Ministério da Economia, a modalidade de crédito foi aderida por mais de 12 milhões de trabalhadores. 


“A possibilidade do adiantamento do saque-aniversário facilitou a vida de muitos trabalhadores que estavam com as contas no vermelho, pois é um dinheiro extra que fica no fundo do FGTS parado. Com a modalidade de crédito, a pessoa consegue o dinheiro na conta em até 24 horas, sem parcelamentos mensais, com juros sendo descontados do próprio fundo, o que garante o benefício de não alterar a renda familiar”, destaca Lucas Susini, diretor da Wfity, empresa especialista em crédito. 



 

 


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