| Artista se reuniram em frente ao Theatro D. Pedro para cobrar a reabertura do espaço / Divulgação |
Enquanto as portas do Theatro Dom Pedro seguem fechadas, a arte em Petrópolis encontra caminhos para existir
— e resiste. No próximo sábado (11), das 15h às 20h, o movimento “O Theatro é
Nosso” realiza seu segundo ato em frente ao teatro, reunindo artistas, público
e ativistas culturais em uma manifestação que mistura celebração e
reivindicação.
A mobilização defende a
reabertura do espaço e a valorização dos profissionais locais, levando ao
espaço público uma programação diversa, com música, dança, poesia, capoeira,
jongo e palhaçaria. Sem acesso aos palcos formais, artistas transformam o
entorno do teatro em território de criação, mantendo pulsante a produção
cultural da cidade.
A iniciativa também presta
homenagem ao ator, poeta e músico Márcio Negócio, nome fundamental na
preservação da cultura petropolitana. Ao mesmo tempo, o movimento reforça a
urgência de políticas públicas que assegurem espaços culturais acessíveis e
ativos — lembrando que a arte não pode permanecer à margem, à espera da reabertura
de portas.
Segundo Iara Roccha, uma das
organizadoras, o movimento reúne artistas de diferentes linguagens e
integrantes da sociedade civil em uma articulação que ultrapassa o caráter
simbólico. “Estaremos novamente em praça pública levando nosso anseio pela
reabertura do Theatro Dom Pedro, fechado há sete anos, e apresentando uma
proposta de gestão compartilhada entre sociedade civil e poder público, por
meio de editais de ocupação artística, tanto no anexo quanto na programação do
palco principal”, afirma.
Iara destaca ainda que a
reivindicação é histórica. “É uma forma de o poder público reconhecer,
respeitar e incentivar a produção cultural da cidade. Esperamos que o Theatro
Dom Pedro seja devolvido ao povo — e que nunca mais se feche”, reforça.
A iniciativa reforça a cultura
como forma de resistência. Ao ocupar a área em frente ao teatro, a manifestação
transforma o espaço urbano em palco e levanta um questionamento objetivo: de
quem são os espaços culturais da cidade?
Programação artística
15h às 15h30 — Ponto de
Cultura AfroSerra (Roda de Jongo)
15h30 às 15h40 — Projeto Dança Para Todos (Dança Cigana)
15h40 às 16h — Alunos do Espaço Cultural Ecoarte (Teatro)
16h às 16h20 — Fátima de Oliveira (Música)
16h20 às 16h30 — Café Pra 4 (Poesia)
16h30 às 16h40 — Grupo Pessoal Aí (Poesia)
16h40 às 17h10 — DG Negão (Música)
17h10 às 17h30 — Intervalo
17h30 às 18h — Coral dos Anjos (Música)
18h às 18h10 — Angela Vinagre (Performance teatral)
18h10 às 18h20 — Palhastônicos (Palhaçaria)
18h30 às 19h — Alexandre Tavares (Música)
19h às 19h10 — Cia de Dança Bella Lopes (Dança)
19h10 às 19h45 — Karuna Capoeira (Capoeira)
19h45 às 20h — Cia Teatral Língua de Trapo (Vídeo em homenagem a Márcio
Negócio)
Acompanhe todas as atualizações do movimento acessando o Instagram: @otheatroedopovo1.
(*) Fotos colaboração: Grazy Colibri, Amanda Barbati e Daniela Brum

Postar um comentário
Gostou da matéria? Deixe seu comentário ou sugestão.