As obras do projeto de macrodrenagem da Bacia do Rio Quitandinha, que prevê a construção de sete reservatórios de amortecimento de cheias  - os chamados piscinões – tem previsão de iniciar em abril e estarem prontas em 2029. O cronograma foi apresentado nesta quarta-feira (22) pela manhã pelo secretário municipal de Obras, Maurício Veiga, durante reunião promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrópolis com empresários da cidade e a presença do prefeito Hingo Hammes. A intervenção, estimada em até R$ 96,2 milhões, aprovada em 2024 dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Seleções) do governo federal, tem licitação marcada para 22 de setembro.  A meta é controlar as cheias nas Ruas General Rondon, Coronel Veiga e Washington Luiz.  Os reservatórios, juntos, terão capacidade para comportar 68 milhões de litros de água.  Além dos piscinões estão programadas duas galerias, uma na Olavo Bilac e outra na Coronel Veiga.


“Depois do extravasor do Quissamã, em 1971, esta é a primeira grande obra voltada para mitigar alagamentos e a sociedade precisa acompanhar de perto o projeto por ser uma solução para um problema histórico nas principais vias de acesso à cidade não apenas por prejuízos financeiros, mas pela segurança da população. É preciso uma mobilização para monitorar no sentido de contribuir para que ele saia do papel de forma exemplar”, afirma o presidente da CDL, Cláudio Mohammad.


Maurício Veiga, por sua vez, detalhou aos empresários o passo a passo da execução das obras, desde a abertura da licitação (já em curso) até a confecção do projeto executivo e as intervenções em si. “Teremos muito contato com a população de entorno das intervenções para detalhar a importância da obra e mitigar impacto na rotina das pessoas”, afirma.  O prefeito Hingo Hammes enfatizou a importância das intervenções, focando no senso coletivo e a melhoria para toda a cidade: “é um projeto de médio prazo, mas de alto impacto na segurança, economia e qualidade de vida”.


Cláudio Mohammad destaca ainda que a entidade acompanha iniciativas estruturantes para o desenvolvimento da cidade e considera a macrodrenagem da Bacia do Quitandinha uma obra estratégica. "É um investimento que traz benefícios permanentes. Além de reduzir os transtornos provocados pelas enchentes, melhora o ambiente para quem vive, trabalha, empreende e visita Petrópolis. São intervenções que refletem diretamente na economia e na qualidade de vida da população."


Veja onde serão construídos os piscinões:


O projeto de controle de cheias da Bacia do Rio Quitandinha prevê um conjunto de intervenções de macrodrenagem voltadas à redução dos alagamentos em uma área de influência de 14,74 quilômetros quadrados, que abrange toda a bacia do Rio Quitandinha e parte da bacia do Rio Palatinato. A principal estratégia consiste na implantação de sete reservatórios de amortecimento de cheias, popularmente conhecidos como piscinões, distribuídos em pontos considerados estratégicos da bacia. Essas estruturas têm a função de armazenar temporariamente o grande volume de água das chuvas mais intensas, reduzindo o pico de vazão dos rios e retardando a chegada desse fluxo ao Rio Quitandinha, diminuindo, assim, o risco de transbordamentos e inundações nas áreas mais vulneráveis.


Os reservatórios, todos em terrenos públicos, com exceção de um, estão previstos para as regiões do Palácio Quitandinha, na praça localizada entre as avenidas Getúlio Vargas e Joaquim Rolla; na confluência das avenidas Amaral Peixoto e Getúlio Vargas; no estacionamento do Parque Cremerie, atendendo à sub-bacia do Rio Moss; na Rua General Rondon, no Dr. Thouzet, para receber as águas do Rio Velho da Silva; na Rua Olavo Bilac (área particular), na Siméria, atendendo à sub-bacia do Rio Siméria; e em dois pontos do Valparaíso, nos entroncamentos das ruas Angélica Lopes de Castro com Dr. Eugênio Barcelos e na Rua Marquês do Paraná.


Além dos reservatórios, o projeto contempla a construção de aproximadamente 600 metros de galerias suplementares ao longo de dois trechos críticos da Rua Coronel Veiga e na Rua Olavo Bilac, ampliando a capacidade de escoamento das águas justamente em uma das principais vias de acesso ao Centro Histórico, frequentemente afetada por alagamentos. Também estão previstas adequações em algumas pontes sobre o Rio Quitandinha, com o objetivo de aumentar a seção útil do canal e melhorar a vazão do rio durante os eventos de chuva intensa.

 

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