Infectologista José Henrique Cunto


A negação de muitas pessoas sobre a difícil realidade de contaminação vivida neste período de combate ao Coronavírus tem sobrecarregado o sistema de saúde e elevado o número de mortes pela COVID-19 que poderiam ser evitadas. Preocupados com as atuais circunstâncias, especialistas da área da saúde destacam a importância de todos seguirem as medidas sanitárias básicas de prevenção, ainda que a vacina esteja disponível, iniciando a primeira fase do processo de imunização, direcionada aos idosos, que vivem em asilos, pessoas com deficiência acima de 18 anos, que estão institucionalizadas, e profissionais da área de saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia.

 

“A vacinação é um fator extremamente importante por ser uma proteção individual e coletiva. Quem é vacinado, além de se proteger, também estará protegendo toda a comunidade. Reduzindo a transmissibilidade da doença na cidade, vai diminuir o número de internações e de casos mais graves, consequentemente, também o número de óbitos. Independente da vacinação, é preciso manter as medidas protetivas, com o distanciamento social, o uso de álcool em gel e de máscaras de proteção. A pandemia não acabou, ainda estamos em um momento de alta contagiosidade, com elevado número de internações”, destaca o médico José Henrique Cunto, infectologista e professor da UNIFASE/FMP.

 

A tentativa de escapar de uma verdade desconfortável faz com que muitas pessoas encontrem dificuldades em aderir as medidas de prevenção, resultando no alto índice de disseminação do vírus, que já custou a vida de muitas pessoas. Os sistemas de saúde estão entrando em colapso e os profissionais da saúde muito sobrecarregados.

 

“Se negamos a realidade, nós desconsideramos as medidas sanitárias básicas de usar a máscara de proteção, higienizar as mãos e evitar aglomerações. Negando a real situação, nós não melhoramos em nada a realidade, só pioramos. Quanto mais negamos a realidade, mais inflacionamos o sistema de saúde e levamos à exaustão os profissionais da área de saúde, que são tão humanos quanto nós. Nenhum sistema do mundo está preparado para receber uma demanda tão grande. Me perdoe a objetividade e a franqueza, mas se não cumprimos as medidas sanitárias básicas, nós também somos responsáveis por cada uma dessas mortes”, frisa Virgínia Ferreira, psicóloga, psicanalista e professora da UNIFASE.

 

A dificuldade evidenciada nos hospitais para oferecer suporte aos profissionais que atuam no cuidado aos pacientes, além da sobrecarga no número de pessoas infectadas pelo vírus, que demandam leitos e oxigênio, ressalta mais uma vez a urgência da população em respeitar a necessidade do distanciamento físico, além de usar máscaras e álcool em gel.

 

“Temos visto em alguns lugares o caos instalado, acabando o oxigênio nos hospitais, com a falência do sistema de saúde. Nós precisamos, ainda que as vacinas estejam sendo aplicadas, continuar usando máscara, continuar lavando as mãos com água e sabão e utilizando o álcool em gel, além de continuar aplicando o distanciamento social.Agora, o sentimento das pessoas que estão na linha de frente no combate à pandemia é de extrema felicidade, porque começamos a ver a luz no fim do túnel com a chegada da vacina, o que é muito importante, porque está todo mundo cansado dessa pandemia.Contamos com uma ampla rede de vacinação e não teremos problemas em executar essa vacinação quando mais doses vierem para vacinar uma quantidade maior de pessoas. Petrópolis sempre vacinou com competência os seus cidadãos e não vejo motivo para ser diferente agora”, finaliza o infectologista, José Henrique Cunto.


Assista ao vídeo da profª Virgínia Ferreira:



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