Nesta segunda-feira (22), data em que se comemora o dia mundial da água, será realizada em Araras mais uma ação do programa Floresta Viva. O projeto foi idealizado para recuperar áreas degradadas por queimadas, assim como nascentes e matas, auxiliando o ecossistema na recomposição da fauna e flora local. O trabalho é realizado em parceria com o Projeto Araras e tem a responsabilidade técnica da Engenheira Agrônoma, Carolina Rodrigues. 

 

A iniciativa surgiu após uma grande incidência de queimadas na região ao longo do ano passado. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, em setembro de 2020, foram mais de 1.165 hectares de mata atingidos por chamas nas áreas da Rebio Araras, Morro do Cobiçado, Taquaril, Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Morro Florido e Alcobacinha. Só na Reserva Biológica de Araras, em Petrópolis, a região que foi queimada equivale a mais de 670 campos de futebol. 

 

“O reflorestamento tem como objetivo revitalizar e reparar um determinado local, que, anteriormente, se encontrava em uma situação ambiental equilibrada. Visa realizar a recomposição florestal com espécies nativas da região, objetivando a recuperação da flora no local, propiciando assim a interação entre ambiente nativo e o ambiente urbano, bem como entre a fauna e flora endêmica de forma a restabelecer as relações ecológicas existentes antes da degradação ocorrida no ambiente. Além disso, o projeto evita o agravamento de processos erosivos do solo, evitando o deslizamento da terra e desmoronamento de taludes que prejudicam os corpos hídricos da região”, explica a idealizadora do projeto, Carolina Rodrigues.

 


A ação será realizada seguindo os protocolos de segurança estabelecidos para o enfrentamento da COVID-19, com o plantio de árvores através de voluntários, membros do projeto Araras e equipe da CR Agrícola Ambiental. O trabalho envolve a educação ambiental das pessoas ao entorno da área bem como treinamento técnico para a manutenção das mudas até o desenvolvimento independente das mesmas.

 

“A recuperação de áreas degradadas deve levar em conta os componentes do sistema solo-planta-atmosfera buscando uma recuperação integrada dos processos químicos e biológicos. Para tanto, o enriquecimento, ou revegetação, deve ser objeto da atuação de equipes especializadas nos diversos segmentos do conhecimento técnico ambiental e agronômico, para que sejam detectados e solucionados os problemas. Para que a implantação do reflorestamento para recuperação da mata ciliar seja eficaz, ainda é necessário que haja a ampla conscientização de todos os envolvidos, no que diz respeito ao processo de educação ambiental”, explica a Engenheira Agrônoma.

 

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