Radio Oncologista Daniel Przybysz

185 mil novos casos por ano!

 

Cânceres de pele atingem o maior órgão do corpo humano

 

Considerado o maior órgão do corpo humano, a pele exige cuidados cotidianos por parte da população. E pensando na conscientização de homens e mulheres sobre a importância de prevenir um dos cânceres que mais acomete as pessoas, surgiu em 2014 o movimento do Dezembro Laranja.

 

Durante todo o mês, são feitas ações nacionais guiadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, chamando a atenção sobre a proteção dos raios solares, prevenção e diagnóstico precoce da doença.

 

O mês marca o início do verão, período em que muitos aproveitam para curtir dias de sol, praia, além de banhos de cachoeira e até o famoso “bronze na laje”. Mas, tudo deve ser feito com prudência, respeitando os horários de incidência dos raios solares. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer, todos os anos são pelo menos 185.380 novos casos, com mais de quatro mil mortes, causadas pela doença.

 

“O câncer de pele é uma desordem de crescimento das células do nosso maior órgão. Todo ser humano tem pele e esse tipo de doença ganhou uma importância, pois a pele é uma barreira natural contra a luz solar. Os efeitos dos raios ultravioletas são os maiores causadores da doença. Este é o maior tipo de câncer na população mundial. Proteger-se contra raios UVA e UVB é altamente recomendado. E outros hábitos como usar camisas com esse fator de proteção, filtro solar, tomar banhos de sol com doses benéficas e nos horários corretos, também auxiliam a reduzir esses números”, diz o Radio-Oncologista Daniel Przybysz.

 

Melanoma e melanoma

Os cânceres que atingem a pele, podem ser dos tipos melanoma ou não melanoma. Ambos são completamente distintos e devem ser acompanhados por médicos especialistas. O primeiro, tem origem nas células que produzem a melanina, substância que determina a cor da pele. É frequente em adultos brancos e pode aparecer em qualquer parte do corpo, com manchas, pintas e sinais. O melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas de pele e é considerado o tipo mais grave, pois pode se espalhar para outras regiões, trazendo metástase. No Brasil, o INCA estima que sejam novos 8.450 casos deste tipo diagnosticados em 2020, com 1.791 mortes.

 

“Este tipo de câncer é extremamente agressivo, exige um acompanhamento intenso e geralmente é preciso remover o tumor com uma margem grande, ou seja, remover essa ‘pinta’, com um excesso de pele, pra que nenhuma outra célula se desenvolva. É importante que seja sempre acompanhado, já que pode evoluir e atingir áreas diferentes. Os melanomas podem colonizar outros órgãos de forma muito grande e comum. Não precisam estar próximos de outros locais em que pode causar alterações. Exemplo: uma mancha na mão, pode atingir órgãos como o fígado e outros, tudo isso porque ele fica no sangue que está ligado a todo corpo”, explica o especialista.

 

O não melanoma é o mais frequente no país e corresponde a cerca de 30% de tumores malignos registrados no Brasil. Apesar de frequente, ele tem baixo índice de mortalidade, possuindo segundo o INCA, estimativa de 176.930 novos casos diagnosticados e o 2.329 mortes. Este tipo de câncer é mais comum em pessoas com idade acima de 40 anos, sendo raro em crianças e negros. 

 

O Radio-Oncologista orienta que a população faça acompanhamento com um médico dermatologista, já que a saúde da pele exige cuidados vitais. Membros como nariz, orelhas e face, que ficam expostos ao sol com frequência, podem ser os mais acometidos. Porém é importante observar com atenção outras regiões do corpo. “A maioria das alterações na pele são benignas, mas é importante saber diagnosticar aquele 1 e 2% que não são. Manchas mais escuras com bordas irregulares, lesões na ponta do nariz que começou a dar feridas e não cicatrizam, são alguns exemplos que precisam ser investigados. Alterações anormais são precisas de se consultar. Não é possível deixar pra ir tarde demais”, sinaliza.

 

Tratamento câncer de pele

Os tratamentos são feitos de formas variadas, com base no local da lesão, no histórico do paciente e de como aquela manifestação do câncer surgiu. O diagnóstico é feito através de biópsia, com análise médica realizada através de microscópio.

 

“Em alguns casos, o paciente já pode fazer a biópsia e remover a lesão. Temos cirurgias em que vão tirando por lâminas cada pedaço em que está aquela alteração, a crioterapia onde o frio mata aquele câncer, além da quimioterapia que ocorre de forma tópica ou pelo sangue e radioterapia que já é usada há bastante tempo e tem resultados muito bons. As vezes, em certos lugares a cirurgia pode causar alguma deformação estética e a radioterapia auxilia nesse processo, modulando a intensidade da radiação, pra atingir a região que desejamos, tratando apenas a pele. A tecnologia está auxiliando nisso, pra tratar a lesão da melhor forma”, pontua o especialista.

 

Sobre a Radioserra 

Centro Regional de Radioterapia fica localizada à Rua Dr. Sá Earp, 309 – Parte (25625-073) Morin, em Petrópolis/ RJ e mais informações podem ser obtidas através dos telefones (24) 2246-1724 e (24) 2237-5742, no site www.radioserra.com.


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